terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lenda dos Médicos



Lenda dos Médicos

Conta a lenda que quando Deus liberou para os homens CONHECIMENTO MÉDICO, determinou que aquele saber, ficaria restrito a um grupo pequeno e selecionado.
Mas neste pequeno grupo, onde todos se achavam semi- deuses, havia aquele que trairia as determinações divinas. Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer os seguintes mandamentos:

1- Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2- Não verás o teu filho crescer
3- Não terás feriado, finais de semana ou qualquer outro dia de folga.
4- Terás gastrite, se tiveres sorte, se for como os demais, terás úlcera.
5- A pressa será seu único amigo, e as tuas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box
6-Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7- Tua sanidade mental será posta em cheque antes que complete 5 anos de trabalho.
8- Dormir será considerado período de folga, logo não dormirás.
9- Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10- A máquina de café será tua melhor colega de trabalho, porém a cafeína não te fará mais efeito.
11- Happy hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.
12- Terás sonhos com clientes, e não raro, resolverás problemas de trabalho nesse período de sono.
13- Exibirás olheiras como troféu de guerra.
14- E o pior...

inexplicavelmente GOSTARÁS DE TUDO ISSO!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Urticárias Físicas


As urticárias físicas constituem um subgrupo de urticárias crônicas, induzidas por estímulos físicos: frio, calor, pressão, vibração, luz solar, água, exercício, e aumento da temperatura corporal. São mais freqüentes no adulto jovem, e constituem 17% do total de urticárias crônicas. Geralmente as lesões urticariformes são restritas ao local estimulado, porém podem ser difusas. Podem ser adquiridas ou familiares, e exibir associações ou hibridismo atípico. Os estímulos físicos podem induzir a liberação de mediadores após ativação dos mastócitos. A estimulação pode ser direta ou indireta (imunológica). Algumas formas de urticárias físicas podem ser transferidas passivamente (IgE). Procuramos atualizar os conceitos diagnósticos e terapêuticos das urticárias físicas.

Dermatografismo sintomático

Ocorre em 2 a 5% da população geral. O fator precipitante é o trauma cutâneo direto, demonstrado pela aplicação de 3.600g/cm2 de pressão com um dermografômetro. Na prática clínica utilizam-se objetos contundentes. O dermatografismo surge em dois a cinco minutos, e pode durar até três horas. Os sintomas urticariformes são localizados, não ocorrendo manifestações sistêmicas. Em alguns pacientes detectou-se um fator sérico de transferência (provavelmente IgE), e elevação da histamina plasmática. O tratamento consiste na administração de antagonistas anti-H1 associados ou não a antagonistas anti-H2. Foi descrita uma forma rara tardia (três a oito horas após a estimulação, durando 24 a 48 horas).

Urticária colinérgica

Constitui 5 a 7% do total das urticárias. É mais freqüente nos adolescentes e nos adultos jovens. Apresenta urticária com pápulas pequenas (2 a 4mm), presentes em áreas de eritema difuso. Estas lesões predominam no tronco superior e nos braços. Podem ocorrer: manifestações sistêmicas, confluência urticariforme, angioedema, hipotensão, broncoespasmo, e queixas gastrointestinais. O fator precipitante induz a elevação da temperatura corporal. A urticária surge em dois a 30 minutos, e dura de 20 a 90 minutos. A anafilaxia pode estabelecer-se subseqüentemente. Há liberação de mediadores pelos mastócitos (histamina, fatores de quimiotaxia dos eosinófilos e dos neutrófilos). Acredita-se que ocorra uma descarga colinérgica eferente após o estímulo físico provocador.

Os sintomas da urticária colinérgica podem ser reproduzidos pelo aquecimento corporal, exercício, banhos quentes, febre, e reações de ansiedade com calor e perspiração. Postula-se que existam nestes pacientes mecanismos efetores colinérgicos termorreguladores, capazes de induzir a desgranulação mastocitária cutânea. A elevação da temperatura corporal não precisa obrigatoriamente estar associada ao exercício, ela pode ocorrer passivamente. Os ataques podem ser interrompidos pelo esfriamento do paciente (banhos frios).

Podem existir períodos refratários e tolerância, após episódios severos e/ou repetitivos.

Os testes diagnósticos incluem a elevação corporal entre 0,7° e 1°C, através de exercícios ou banhos quentes. Aproximadamente metade dos pacientes exibe positividade ao teste cutâneo com Mecolil (injeção de 0,01 mg de cloreto de metacolina por via intradérmica, e o aparecimento de pápula urticariforme central, associada a outras menores e satélites).

O tratamento consiste em evitar a provocação exógena de aquecimento, no esfriamento corporal, na indução de tolerância (quando possível), e no uso de antagonistas anti-H1, principalmente o anti-histamínico hidroxizina. Em casos refratários à terapêutica convencional, pode-se empregar com êxito o cetotifeno.


Anafilaxia induzida por exercício

É rara. O fator precipitante é o exercício, ocasionalmente associado à ingestão de alimentos. Pode existir uma tendência, familiar. Nos indivíduos em que surge com o exercícico pós-prandial, os alimentos mais comumente envolvidos são: o aipo, os crustáceos (principalmente o camarão) e o trigo. Ela surge em cinco a 30 minutos e pode durar de uma a três horas. O quadro clínico coniste em anafilaxia, podendo acompanhar-se de urticária e angioedema generalizados.

Acredita-se que, nos pacientes suceptíveis, ocorra a liberação de um fator indutor da desgranulação mastocitária. Não há resposta ao aquecimento passivo. Pode ocorrer elevação da histamina plasmática. O teste diagnóstico consiste em "jogging" por 30 minutos. A terapêutica abrange evitar exercícios, e nos casos pós-prandiais a abstinência alimentar por quatro a seis horas antes do exercício, a utilização de antagonistas anti-H1, e o uso de epinefrina (nos EUA é freqüente o emprego de EPIPEN auto-injetor).

Síndromes de urticária a frio

As síndromes de urticária a frio podem ser classificadas em adquiridas (primárias, secundárias e atípicas) e familiares (inflamatórias e tardias). O teste de estimulação com o frio (urticária cinco a 10 minutos após a aplicação de um estímulo a 0°C) é positivo nas primárias e secundárias, e negativo nas atípicas e familiares. As urticárias a frio secundárias incluem: crioglobulinemia, leucemia linfocítica crônica linfossarcoma, vasculites leucocitoclásticas, mononucleose infecciosa, sífilis, sarampo, infestações parasitárias, afecções acompanhadas de crioaglutininas e hemolisinas, criofibrinogenemia, doenças do colágeno, reações medicamentosas (griseofulvina, e contraceptivos orais), e picadas de insetos. As urticárias a frio atípicas incluem: urticárias a frio localizadas ou sistêmicas com os testes de estimulação com o frio negativos, urticária colinérgica a frio, dermatografismo a frio, urticária a frio tardia, e urticária a frio reflexa. As urticárias a frio familiares apresentam hereditariedade autossômica dominante, e podem ser tardias.

As urticárias familiares a frio são raras. O fator precipitante é a exposição ao ar frio. Surge em meia a três horas, sendo que as formas tardias em nove a 18 horas. Duram cerca de um a dois dias. Há uma sensação de queimação cutânea nas áreas acometidas, além de estarem presentes com freqüência: cefaléias, artralgias, febre, mialgias, calafrios, e leucocitose. Não se obteve transferência passiva. A etiologia é desconhecida. Comportam-se como vasculites. As biópsias cutâneas revelam infiltrados inflamatórios com leucócitos polimorfonucleares (forma imediata) e células mononucleares (forma tardia), ambas com edema. Os testes estimulatórios com o frio (cubo de gelo no antebraço e imersão das mãos em água gelada) são negativos. O teste diagnóstico consiste em expor o paciente ao ar frio por 20 a 30 minutos. A terapêutica consiste em evitar a exposição ao frio. O tratamento com antagonistas anti-H1 apresenta resultados precários.

As urticárias a frio essenciais (adquiridas) compreendem um a 3% de todas as formas de urticária. Os fatores precipitantes incluem o contato direto com o frio e/ou superfícies frias. Surgem em dois a cinco minutos. As formas mais severas, geralmente, são mais precoces. Duram uma a duas horas. Melhoram com o aquecimento. Além da urticária pode ocorrer o angioedema perioral (língua e lábios), após o contato direto com bebidas geladas. Acompanham-se freqüentemente de síncope e de outras manifestações anafiláticas. Após a provocação a frio detectou-se a elevação sangüínea de mediadores dos mastócitos. Em alguns pacientes demonstrou-se um fator de transferência (IgE). Pode ocorrer remissão espontânea. Os testes diagnósticos incluem a imersão das mãos em água a 10°C por cinco minutos, e a aplicação de um cubo de gelo, envolvido em plástico, na pele do antebraço por cinco minutos, e o aparecimento de urticária localizada. A terapêutica compreende: evitar a exposição ao frio, ciproheptadina e outros antagonistas anti-H1, doxepina (anti-H1 e anti-H2), e quando possível a indução de tolerância. Convém salientar a existência de uma forma peculiar de dermatografismo a frio, que só ocorre em pele esfriada.

Em 1981, foi descrita uma nova modalidade de urticária física a frio: a urticária colinérgica a frio. Descrevemos o primeiro caso brasileiro. Consiste na coexistência da urticária a frio com a urticária colinérgica, num mesmo paciente. Os fatores precipitantes são decorrentes da exposição ao frio, o teste intradérmico com Mecolil pode ser positivo, os testes cutâneos estimulatórios do frio são negativos, as lesões urticariformes são semelhantes às da urticária colinérgica, porém não há associação com a elevação da temperatura corporal. O exercício só é indutor da urticária se for realizado em ambiefte frio. Pode ocorrer elevação da histamina plasmática. Há boa resposta terapêutica com a associação da ciproheptadina com a hidroxizina.

Urticária localizada por calor

Muita rara. O fator precipitante é o contato quente (calor). Surge em três a cinco minutos e pode durar uma hora. Além dos sintomas locais urticariformes podem estar presentes: cefaléia, tonteira, cólica abdominal, broncoespasmo, e síncope. Não é transferida passivamente. Diagnostica-se este tipo de urticária aplicando-se um cilindro aquecido (50 a 55°C) na pele por cinco minutos. É possível a indução de tolerância. Trata-se de uma erupção urticariforme localizada, induzida pela aplicação cutânea de calor, com ou sem manifestações sistêmicas. O mecanismo etiopatogênico é desconhecido. Não há tratamento medicamentoso satisfatório

Urticária aquagênica

É muito rara. O fator precipitante é a água, em qualquer temperatura. Surge em dois a 30 minutos, e dura de 30 a 60 minutos. A indução aquagênica ocorre por contato. Não há manifestações sistêmicas. Pode ocorrer elevação da histamina plasmática. O teste diagnóstico consiste em comprimir a pele com água a 35°C por 30 minutos. A terapêutica inclui o uso de óleos e anti-histamínicos anti-H1 (hidroxizina terfenadina).

Urticária e angioedema por pressão (tardios)

Ocorre em menos de 1% do total de urticárias. O fator precipitante é a pressão. Surge em três a 12 horas, e dura de oito a 24 horas. Há urticária dolorosa. Podem ocorrer astenia e leucocitose. São fatores indutores: a caminhada, o bater de palmas, o sentar prolongado, o emprego de ferramentas manuais, e o uso de cintos e elásticos no vestuário. As lesões cutâneas surgem tardiamente. O teste diagnóstico consiste em aplicar um peso de 7kg por 20 minutos, e observar a pele por quatro a oito horas. Pode haver resposta terapêutica a antagonista anti-H1, corticosteróides, e antiinflamatórios não-esteróides.

Urticária solar

Ocorre em menos de 1% de todas as urticárias. A luz solar é o fator precipitante espectro entre 280 a 320nm e entre 400 a 500nm). Pode haver um fator de transferência. A histamina plasmática pode elevar-se. Surge em um a 30 minutos e pode durar de 15 minutos a três horas. Ocasionalmente está acompanhada de "rash" morbiliforme e de anafilaxia. O teste diagnóstico consiste em expor a pele ao espectro da luz solar suspeito. Pode persistir por anos, e geralmente os pacientes são saudáveis. Raramente pode estar associada ao lúpus eritematoso e a protoporfiria eritropoiética. É mais comum na quarta e quinta décadas da vida. Em 20 a 30% dos casos ocorre remissão espontânea. A administração de anti-histamínicos anti-H1 (hidroxizina), aproximadamente uma hora antes da exposição, é benéfica. Os pacientes devem evitar exposição à luz solar, e utilizar protetores solares (ácido para-aminobenzóico). Outras modalidades terapêuticas incluem os antimaláricos e o beta-caroteno.

Angioedema vibratório

É raro. O fator precipitante é a vibração, precipitado, entre outros, por andar de motocicleta, moer a grama, e esfregar-se com toalhas vibratórias. Surge em um a cinco minutos e pode durar até 24 horas. Há o aparecimento de angioedema proporcional ao estímulo. Ocasionalmente ocorre cefaléia associada. É autossômica dominante. A histamina plasmática pode elevar-se. O teste diagnóstico consiste na vibração do antebraço com vórtex por cinco minutos, havendo um aumento na circunferência do braço. Os mecanismos patogênicos são desconhecidos. A terapêutica inclui: evitar a vibração, agentes anti-H1 (resposta variável), e quando possível a indução de tolerância.

CONCLUSÕES

As urticárias físicas são dermatoses com disfunção mastocitária, caracterizadas pela diminuição do limiar para a degranulação citoplasmática de mediadores, após estimulação por fatores de natureza física. Esses indutores ambientais incluem variações térmicas (calor e frio), trauma cutâneo, pressão, vibração, luz solar, exposição à água e exercícios. Essas dermatoses podem ser clássicas ou atípicas, adquiridas ou familiares. Cerca de 20% dos pacientes portadores de urticárias crônicas apresentam urticárias desencadeadas por agentes físicos.

O tratamento consiste em evitar a exposição aos fatores precipitantes e farmacoterapia sintomática com antihistamínicos acompanhados, em determinadas situações, de medicações antiinflamatórias. A tolerância aos agentes físicos é ocasionalmente induzida. As urticárias físicas podem estar associadas à anafilaxia. Requerem, portanto, atenção médica contínua e especializada.


Autoria

DR.MÁRIO GELLER

Presidente da Seção Brasileira do American College of Allergy, Asthma and Immunology Public Relations Network. Governador da Região Brasil do American College of Physicians-American Society of Internal Medicine.

domingo, 6 de setembro de 2009

Pele Seca / Pés Rachados


A pele normal deve sua textura macia e flexível ao seu conteúdo de água. Para a pele permanecer macia, flexível e "normal", sua camada mais externa tem que conter um mínimo de 10% de água - o ideal é de 20 a 35 por cento. Para ajudar a proteger a camada externa da pele da perda de água anormal, as glândulas sebáceas da pele produzem uma substância oleosa chamada sebo. O sebo é uma mistura complexa de ácidos graxos, açúcares, ceras e outras substâncias químicas naturais que formam uma barreira protetora contra a evaporação de água. Se algum fator interno ou externo esvaziar o sebo da camada externa da pele, ela perde água e torna-se seca. Se fatores ambientais diminuem a habilidade do sebo de prevenir a perda de água, a pele irá secar e rachar.

A pele seca, também chamada xeratose, é um problema muito comum nas sociedades modernas, afetando pessoas de todas as idades, até mesmo as crianças. A maioria dos casos de pele seca está relacionada a um ou mais dos fatores seguintes:

· Produção diminuída de sebo. Este é um fator freqüente no idoso, tendo em vista o número de glândulas sebáceas da pele diminuírem com a idade. Também o envelhecimento pode fazer com que o fluxo de sangue à pele diminua, causando uma queda na produção de sebo.

· Perda do sebo existente. Normalmente isto é causado através de fatores relacionados ao estilo de vida, como o banho excessivo, o ato de esfregar excessivamente a pele enquanto se lava, ou sabões muito fortes que dissolvem a camada protetora de sebo. Em alguns casos, o resultado é a pele seca no corpo inteiro, especialmente entre os atletas em idade escolar que se banham várias vezes ao dia. Em alguns casos, a pele seca afeta somente as mãos, como por exemplo os profissionais de saúde, os manipuladores de alimentos, as faxineiras, as donas de casa e outros que lavam suas mãos muito freqüentemente.

· Condições ambientais que aumentam a perda de água. Ambientes de condições extremas podem subjugar a barreira protetora natural da pele, fazendo a água evaporar. Esta é uma razão importante para a pele seca entre pessoas que vivem em climas de deserto escaldante. Permanecer excessivamente em contato com ar seco em recintos fechados pode causar pele seca e coceiras, particularmente em pessoas que usam sistemas de aquecimento de ar-condicionado. Entre os atletas ao ar livre, a exposição freqüente ao ar e sol pode evaporar a água da pele, fazendo sua superfície tornar-se áspera e seca. Até mesmo os nadadores podem sofrer de pele seca, em virtude do conteúdo químico da água da piscina que tira a umidade da pele.

A pele seca é um problema comum em pessoas com Diabetes ou Alergias de pele (dermatite atópica). Menos freqüentemente, também pode ser um sintoma de Hipotiroidismo, Insuficiência Renal ou da Síndrome de Sjögren. Além disso, a pele seca às vezes desenvolve-se como um efeito colateral de medicamentos, especialmente produtos para tratamento da acne que são aplicados à pele.

Quadro Clínico

Às vezes o único sintoma de pele seca é a coceira, embora a maioria das pessoas também irá notar que sua pele está descamando e parece ligeiramente mais enrugada que o normal. Os sintomas de pele seca podem piorar durante os meses de inverno, especialmente se a pessoa passa muito tempo em lugares fechados, onde o ar aquecido fica seco.

Diagnóstico

Na maioria dos casos de pele seca sem complicação, a pessoa pode fazer seu próprio diagnóstico. Comece a examinar sua pele normal como de rotina. Pergunte-se o seguinte:

- Você toma banhos quentes prolongados, que podem estar lavando o sebo protetor de sua pele?

- Você se lava ( toma banho )várias vezes ao dia, ou você esfrega a superfície de sua pele com sabões fortes?

- Você tem um trabalho que requer a lavagem das mãos freqüentemente?

Então, analise seus fatores de risco ambientais, tanto em lugares fechados como ao ar livre.

- Você convive em um clima seco?

- Você normalmente passa seus meses de inverno em lugares fechados, em quartos aquecidos sem um umidificador de ar?

- Quando você sai ao ar livre, você protege as superfícies expostas de sua pele com roupa apropriada ou com um protetor solar?

- Quando foi a última vez que você usou um hidratante?

Prevenção

Você pode ajudar a prevenir a pele seca tomando os seguintes passos:

· Tome somente um banho diariamente. Use a água confortavelmente morna (não quente), com um sabão que tenha um conteúdo adequado de gordura ou que contenha glicerina. Limite seu tempo de banho a 10 a 15 minutos, e evite esfregar.

· Se você for um atleta, tome um banho rápido depois de um treinamento ou jogo. Use água morna, e traga seu próprio sabonete de casa. No ginásio de esportes ou na academia, as marcas podem ser muito fortes.

· Quando você termina seu banho, aplique hidratante enquanto sua pele ainda estiver úmida.

· Cubra as áreas expostas de sua pele enquanto você joga ao ar livre. Se você não puder usar roupa protetora por causa do clima quente ou pelos regulamentos do jogo, aplique um protetor solar com um hidratante. Se você for um nadador, aplique uma camada suave de hidratante antes que você entre na piscina.

· Se o ar no recinto fechado que você permanece estiver seco durante os meses de inverno, use um umidificador para elevar o nível de umidade.

· Durante o dia, quando necessário, aplique um hidratante que contenha um dos seguintes ingredientes pelo menos: glicerina, uréia, ácido piroglutâmico, sorbitol, ácido láctico, ou ácidos hidroxialfa.

· Evite desodorantes e perfumes com substâncias irritantes, pois estes produtos podem ressecar a pele.

Tratamento

Se você tem um simples caso de pele seca, comece a tentar as sugestões recomendadas na seção Prevenção. Se sua pele persistir seca, marque uma consulta com o dermatologista para se orientar.

Prognóstico

Assim que o paciente começa a ter cuidados adequados, a descamação e a coceira da pele seca devem melhorar dentro de uma a duas semanas. Em muitos casos, um bom hidratante começará a fazer a pele parecer mais macia e mais flexível dentro de minutos.

Sem cuidado próprio, a pele seca pode se tornar um problema crônico, levando à descamação e à aspereza da pele, que pode rachar e sangrar. Isto também pode aumentar o risco de infecções de pele.

Em geral, o prognóstico é excelente. O paciente pode prevenir a pele seca fazendo algumas mudanças simples em seu estilo de vida. Se a pele seca se desenvolve, existem muitos tratamentos efetivos disponíveis. A maioria deles podem ser comprados sem uma prescrição médica.

Dermatite de fraldas



Fraldas fazem parte do cotidiano de todo bebê. E, quando o bumbum fica irritado e avermelhado no local coberto pelas fraldas, surge a dúvida: será uma alergia? A resposta é: não, a dermatite de fraldas não é causada por alergia.

A expressão “dermatite de fralda” não é específica. Serve para definir qualquer tipo de erupção (independente da causa) que surja no local do corpo coberto pela fralda, ou seja: área genital, nádegas, podendo se estender para a região final da barriga e parte das coxas. Para facilitar o entendimento, pde ser dividida em 4 tipos bem diferentes:
- Dermatite de fralda primária ou verdadeira: causada diretamente pela irritação do uso da fralda. Este é o tema deste texto.
- Dermatite pré-existente piorada pelo uso da fralda: uma pessoa portadora de outras doenças da pele pode piorar com o uso da fralda surgindo lesões que confundem o diagnóstico. Por exemplo, eczemas, miliária, psoríase, etc.
- Alergia de contato ao material da fralda ou à produtos usados na higiene (rara)
- Doenças que se acompanham por lesões na área de contato com a fralda, mas sem relação com seu uso. Exemplos: escabiose (sarna), impetigo, entre outras.

O uso da fralda abafa o local, provocando aumento da temperatura e umidade, tornando a pele mais sensível à irritação ao contato com urina e fezes. Ou seja, apesar do nome, a fralda não é a causa. Este tipo de dermatite resulta da irritação da pele e não de uma alergia.

A maioria dos casos o aspecto das lesões na pele é benigna, sendo comum em crianças até 2 anos de idade. Mas, também pode ocorrer em adultos portadores de incontinência urinária ou fecal e em uso de fraldas geriátricas. O tratamento e os cuidados são os mesmos dos indicados na infância.
A dermatite em geral se inicia com o avermelhamento da pele nas áreas de contato com a fralda, surgindo o que se chama popularmente de “assadura”. Mas, se não for tratada adequadamente, pode piorar evoluindo com descamação, aparecimento de bolhas e até erosões na pele. Nos casos mais avançados, pode ocorrer infecção secundária causada por bactérias e/ou por fungos.

A fralda não causa o problema. A fralda apenas facilita, pois propicia a oclusão, abafando o local, aumentando a umidade e o calor. Na verdade, é a ação da urina e das fezes que irrita a pele e provoca a dermatite.



O que é melhor, a fralda de pano ou a descartável?

Teoricamente, o melhor é usar fraldas descartáveis. É indicado o uso de tipos mais absorventes, com maior capacidade de manter seca a pele. Mas, por outro lado, as fraldas de pano também têm vantagens, pois permitem que sejam colocadas mais frouxas, resultando em menor oclusão. Como encharcam facilmente, permitem que o adulto note e providencie a troca. Fraldas de pano devem ser lavadas com duplo enxágue, usando sabão neutro (sabão de coco ou glicerina). Fraldas mais antigas devem ser fervidas e podem ser colocadas no molho em água com algumas colheradas de vinagre durante a noite.

O tipo de alimentação influencia?

Apenas em parte. Sabe-se que bebês amamentados ao seio têm menor ocorrência de dermatite de fralda. Ao contrário, crianças com gastroenterite têm mais chance de desenvolver assaduras. Mas, na verdade, qualquer criança, independente do tipo de alimentação pode sofrer desta dermatite.

CUIDADOS QUE AJUDAM:

- Lave as mãos antes e depois de trocar a fralda do bebê.
- Mantenha seca a área das fraldas. Troque sempre que perceber que a criança urinou ou defecou. Mas de 3 em 3 horas, confira se há necessidade da troca.
- Faça a higiene com água corrente ou com algodão embebido em água morna. O uso de lencinhos umedecidos deve ser orientado pelo pediatra já que contém sabões, podendo provocar alergia de contato em crianças susceptíveis.
- Limpe com cuidado, mas suavemente, sem esfregar. Limpe e seque bem os locais úmidos como as dobrinhas da pele.
- Use sabonetes neutros e próprios para a pele sensível do bebê, recomendados pelo médico.
- Evite o uso de calças plásticas
- Sempre que possível, deixe a criança sem fralda durante o dia. É interessante expor a área acometida ao sol, por alguns minutos, pela manhã.
- Comunique ao pediatra se a criança está com o ritmo intestinal aumentado ou com diarréia. Limpe atentamente para que não sobrem resíduos de fezes.
- Não use pós ou preparações caseiras. Só use pomadas ou cremes indicados pelo médico.

Alergia a Penicilina


A penicilina G é um antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrysogenum (ou P. notatum). Ela foi descoberta em 15 de setembro de 1928, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming e está disponível como fármaco desde 1941, sendo o primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso. O nome penicilina é usado também para outros antibióticos relacionados.

As penicilinas contêm um anel activo, o anel beta-lactâmico, que partilham com as cefalosporinas. As penicilinas contém um núcleo comum a todas elas e uma região que varia conforme o subtipo. Todas penicilinas têm a mesma estrutura básica: ácido 6 aminopenicilanico, um anel tiazolidina unido a um anel beta lactamico que leva um grupo amino livre.

Mecanismo de ação :

Todos os antibióticos beta-lactam (penicilinas e cefalosporinas) interferem na parede celular bacteriana. A penicilina acopla num receptor dessa parede e interfere com a transpeptidação que ancora o peptidoglicano estrutural de forma rígida em volta da bactéria. Como o interior desta é hiperosmótico, sem uma parede rígida há afluxo de água do exterior e a bactéria lisa (explode).

O principal mecanismo de resistência de bactérias à penicilina baseia-se na produção por elas de enzimas, as penicilinases, que degradam a penicilina antes de poder ter efeito.

Outro mecanismo de ação da Penicilina é a inativação de enzimas autolíticas na parede celular, isto da como resultado a lise celular.


Usos Terapêuticos :

É a primeira escolha para infecções bactérianas causadas por organismos Gram-positivos e outros que não sejam suspeitos de resistência.

É geralmente eficaz contra espécies Gram+ ou de Streptococcus, Clostridium, Neisseria, e anaérobios excluindo Bacteroides. Usa-se em casos de meningite bacteriana, bacterémia, endocardite, infecções do tracto respiratório (pneumonia), faringite, escarlatina, sífilis, gonorreia, otite média e infecções da pele causadas pelos organismos referidos. A Penicilina já não é a primeira escolha em infecções por Staphylococcus devido a resistência disseminada nesse género.

Efeitos Indesejados :

A penicilina não tem efeitos secundários significativos, mas pode raramente causar reações alérgicas e até choque anafilático nos indivíduos susceptíveis. Sintomas iniciais nesses casos podem incluir eritemas cutâneos disseminados, febre e edema da laringe, com risco de asfixia. A sua introdução por injeção no organismo também é conhecida por ser dolorosa.

Além disso uso prolongado ou em altas doses pode causar deplecção da flora normal no intestino e suprainfecção com espécie patogénica.

Como identificar Como a alergia à penicilina

Nem sempre é fácil identificar a alergia à penicilina baseado no relato do paciente, que pode se confundir em situações variadas. Por exemplo, estar em uso de penicilina, apresentar uma erupção na pele por outra causa e relacionar como alergia. Ou ainda, a pessoa estar em uso simultâneo de vários medicamentos, surgindo a erupção e relacionar a penicilina como causa, já que os antibióticos são usualmente considerados pelo leigo como medicamentos “mais fortes”. Injeções de penicilina, por sua vez, podem ser bastante dolorosas e provocar sintomas como sudorese, desmaio, sendo considerada pelo paciente como “alergia” à penicilina.

Citam-se ainda situações clínicas onde a reação ao medicamento pode se relacionar com outras doenças do paciente: um exemplo é a erupção cutânea que pode surgir quando uma penicilina semi-sintética (ex: ampicilina, amoxicilina) é empregada em pessoas com mononucleose infecciosa.

Por tudo isso, se uma pessoa já teve algum tipo de reação com uso de penicilina,deve procurar o médico alergista e relatar todos os dados, a fim de que se estabeleça um diagnóstico correto.


Sintomas mais comuns de Alergia à Penicilina

A alergia à penicilina se manifesta de forma imprevisível e variada, desde sintomas discretos até quadros potencialmente fatais, sendo descritos:
- Erupção na pele – também chamada de “rash” cutâneo, caracterizado pelo aparecimento de “pintinhas” ou lesões rendilhadas e avermelhadas na pele.;
- Coceira –em geral intensa;
- Placas de urticária;
- Inchação de lábios, pálpebras e face;
- Casos graves poderão evoluir com envolvimento de múltiplos órgãos e sistemas do organismo, manifestando-se com sintomas graves e variados: asma (broncoespasmo), rinite, sintomas gastro-intestinais, alterações cardiovasculares,etc.

Manifestações Clínicas:

As manifestações clínicas da alergia à penicilina podem ser classificadas de acordo com o tempo decorrido entre o uso do medicamento e o aparecimento dos sintomas, sendo denominadas como: Imediatas, Aceleradas ou Tardias.

-Reações Imediatas:
são as mais graves, ocorrendo na primeira hora após o uso.
Acompanham-se de: coceira intensa, placas de urticária, rubor, ou ainda de edema na laringe (glote), falta de ar, cólicas abdominais, arritmia cardíaca e, mais raramente, choque anafilático.

-Reações Aceleradas: Ocorrem entre 1 e 72 horas após o uso do medicamento, podendo cursar com urticária, angioedema, coceira intensa ou evoluir para forma mais grave e morte.

-Reações Tardias: São reações freqüentes e benignas, surgindo após 72 horas ou mais, com erupção na pele (rash). Quadros graves ocorrem mais raramente.

Mecanismos imuno-alérgicos das reações à Penicilina:

As reações alérgicas aos medicamentos obedecem a chamada classificação de Gell e Coombs, que divide os mecanismos imuno-alérgicos em Tipos I,II, III e IV. O tipo I corresponde à reação clássica mediada por anticorpos de alergia denominados imunoglobulina E ou simplesmente IgE. O tipo II envolve anticorpos anticelulares do tipo IgG enquanto o tipo III cursa com formação de complexos imunológicos. O tipo IV envolve células e está mais relacionada às reações de contato na pele com cremes ou pomadas contendo a substância.

Este é um conceito difícil para o leigo e não foi colocado aqui para confundir ou com pretensão de esclarecer um tema tão complexo em poucas palavras, mas sim para ressaltar uma característica importante: a penicilina é capaz de causar reações nos quatro tipos de mecanismos. Esta constatação é importante para se entender como é vasto o campo das reações a estes medicamentos.

Diagnóstico da Alergia à Penicilina

Se uma pessoa fez uso do medicamento e os sintomas surgem coincidindo com o início do tratamento, a identificação da alergia é fácil. Entretanto, quando o surgimento é tardio ou se existem outros medicamentos em uso pelo paciente, é necessário uma rigorosa avaliação clínica para se identificar corretamente o processo.

A base para o reconhecimento da alergia à penicilina é a anamnese, isto é, uma história minuciosa da reação e os dados de uso anterior da medicação e das condições de saúde do paciente.

Testes cutâneos

O teste com penicilina realizado em farmácia, aplicando-se uma pequena quantidade do medicamento no antebraço do paciente é incorreto, sendo comum que a pele fique irritada fornecendo falsos resultados positivos. Além disso, se a pessoa for alérgica ao medicamento, poderá provocar reações graves e não apenas no local da aplicação.

As clínicas e ambulatórios de Alergia realizam o teste com soluções diluídas de penicilina, feito pelo médico, sendo um procedimento demorado e que necessita acompanhamento especializado, conseguindo detectar 90 a 95 % dos pacientes sob risco de reação anafilática.

É importante ressaltar que estes testes não são indicados para prever se uma pessoa poderá ou não apresentar alergia em um futuro uso da penicilina, não sendo isentos de riscos, devendo ser realizados em local que tenha recursos para atendimento emergencial .

O uso do teste sanguíneo denominado RAST para detectar a presença do anticorpo específico contra a penicilina está indicado como alternativa em alguns pacientes.

Os testes são úteis para as reações que envolvem a participação de IgE, não tendo o mesmo valor em outras situações, como por exemplo: doença do soro, anemia hemolítica, dermatite exfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, dermatite de contato, etc. A dermatite de contato pode ser avaliada mediante realização de testes alérgicos de contato.

Pessoas que são mais predispostas ao aparecimento de sensibilidade à penicilina

Os estudos científicos mostram que alguns fatores são capazes de influenciar no surgimento da alergia à penicilina, como:

- Fatores genéticos.

- Doenças associadas, como por exemplo:HIV, doenças virais, leucemias podem cursar com maior chance de alergia a penicilina.

- As reações mais graves com penicilina acontecem mais com o uso injetável, sendo raras ou discretas quando usados por via oral.

- Pessoas que estejam em uso de beta bloqueadores tendem a ter maior susceptibilidade às reações alérgicas à penicilina.

- As reações ocorrem com maior freqüência na faixa etária de 20 a 49 anos, sendo raras em crianças

- A história de alergia prévia à penicilina deve ser confirmada antes do uso, para evitar risco de nova reação..

OBS: é importante ressaltar que a presença de história de alergia a remédios em outros membros da família não se associa com maior freqüência desta reação. Da mesma forma, as pessoas portadoras de outras doenças alérgicas não têm maior predisposição para desenvolver alergia à penicilina. Entretanto, neste caso, uma vez sensibilizados, tendem a apresentar reações mais graves.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Furúnculo



Infecção bacteriana da pele que provoca a necrose (destruição) do folículo pilosebáceo. É causada pela bactéria estafilococos.

A lesão inicia-se por um nódulo muito doloroso, vermelho, inflamatório, endurecido e quente, centrado por um pêlo, onde pode aparecer pequeno ponto de pus.

Com a evolução do quadro, ocorre o rompimento do nódulo e a eliminação de pus e de uma massa esbranquiçada, popularmente conhecida como "carnegão", formando uma ferida ulcerada que, ao cicatrizar, pode deixar uma mancha escura no local.

As lesões são mais frequentes em áreas de dobras da pele, sendo muito comuns nas nádegas e virilhas, mas podem surgir em outros lugares como o abdômen e as coxas.

Quando ocorrem repetidamente, a doença recebe o nome de furunculose e está associada à uma deficiência do organismo em evitar a infecção do folículo. Quando várias lesões surgem simultaneamente, próximas e interligadas, o quadro recebe o nome de antraz, ocorrência mais comum na região da nuca.

Tratamento:

O tratamento é feito com antibióticos locais e sistêmicos. Nos casos muito dolorosos e com superfície amolecida, pode ser feita a drenagem da lesão, com alívio imediato da dor.

Quando ocorre a furunculose, deve-se pesquisar e evitar o que está favorecendo o surgimento das lesões e estimular a imunidade do indivíduo a combater a infecção. O médico Dermatologista é o profissional indicado para o tratamento dos furúnculos e da furunculose.Entretanto,o médico Alergologista é o profissional indicado para tratamento e para montar uma imunoterapia ( vacina )para os casos de furunculose de repetição.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Influenza a (H1N1), Asma e Rinite: Prevenir, sem pânico



A nova gripe (influenza A H1N1 ou gripe suína) ocupa cada vez mais o noticiário mundial. E, certamente trata-se de um tema que interessa aos alérgicos, a partir do momento em que é citada uma maior susceptibilidade dos portadores de asma. Por enquanto, não há motivo para pânico. Mas, é importante conhecer alguns pontos a fim de se prevenir.

O vírus infecta células do nariz, boca e garganta, sendo facilmente transmitido de pessoa para pessoa, por exemplo, através de partículas de saliva expelidas com a tosse ou o espirro. Essas partículas podem ser inaladas por outra pessoa ou, então, transmitidas através das mãos (por exemplo, através de maçanetas, moedas, banheiros públicos, apertos de mãos).

Grupos de risco: crianças pequenas, cardiopatas, gestantes, diabéticos, portadores de doenças imunológicas, como por exemplo, AIDS e câncer, renais crônicos, obesos, fumantes, portadores de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e asma fazem parte do grupo de risco.

E com relação aos asmáticos?

Asmáticos não têm uma maior chance de pegar a nova gripe, mas têm maior risco de complicar. Como o vírus H1N1 ataca preferencialmente o trato respiratório, pessoas que já sejam portadoras de doenças respiratórias crônicas podem piorar seus sintomas e ter mais facilidade para desenvolver pneumonia.

Ou seja, a probabilidade de ser infectado é igual ao de qualquer outra pessoa. A diferença é depois do contágio. Se tiver a gripe A e for asmático, a probabilidade de ter uma infecção mais grave, de ter complicações - crises de asma, pneumonia, ou de ser hospitalizado, aumenta.

Thomas B. Casale, Vice-Presidente Executivo da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia (AAAAI) declarou em entrevista recente: "O vírus H1N1 ataca tipicamente o trato respiratório. Por isso, se uma pessoa tem uma doença crônica respiratória como a asma, o vírus pode torná-la pior, provocando exacerbações”.

A asma, independente da nova gripe, já é uma doença cercada de preconceitos. Mas, é explicado: durante muitos anos, o tratamento não foi suficiente para resolver o problema e muitas pessoas sofriam com crises. Hoje, os medicamentos são mais eficazes e, se não curam, são capazes de controlar a doença. No entanto, alguns tabus permanecem originando a “vida do não pode”: - não pode pisar no chão, andar sem camisa, brincar, correr, tomar sorvete, etc. E aí, surge esta nova gripe, chamando a atenção para os asmáticos como grupo de risco...

Como se comportar?

Sem dúvida nenhuma, sem pânico. Cautela e prevenção são as palavras chaves, mas sem redomas.
- Arejar a casa, deixar janelas abertas, mesmo que esteja frio: vento não faz mal.
- Manter o tratamento contínuos e tratar a asma regularmente: quanto melhor estiver, menor a possibilidade de complicações.
- Substituir os passeios em locais fechados por atividades ao ar livre. Mas, não fique trancado em casa, pois significa maior tempo de contato com ácaros e maior sensibilização.
- Lavar as mãos e usar álcool gel, eficaz para combater o vírus.
- Cobrir a boca ao espirrar ou tossir com um lenço descartável.
- Evitar contato com pessoas gripadas.
- Não compartilhar copos ou objetos pessoais.
- Alimentar-se bem, beber líquidos e dormir bem. Praticar esporte, caminhar, fazer atividades físicas compatíveis com a faixa etária..
- Se o asmático está em idade escolar, deverá manter sua rotina. Não é recomendado que deixe de freqüentar as aulas. Observe se a escola está cumprindo as determinações recomendadas pelo ministério da Saúde, incluindo oferecer copos descartáveis e disponibilizar álcool gel a 70%, além de sabonete para lavar as mãos dos funcionários, estudantes e professores. O ideal é não usar ar condicionado e deixar as janelas abertas, permitindo assim uma melhor ventilação e minorando a chance de propagação viral.
- Caso surjam sintomas gripais, entre logo em contato com seu alergista ou com o especialista que trata de sua asma. Mas, não se apavore, pois na maioria das vezes trata-se de um resfriado ou gripe comum.
- A auto-medicação é proibida. Não se recomenda uso de AAS (ácido acetil salicílico) em menores de 18 anos devido ao risco de desenvolver Síndrome de Reye.

As pessoas de grupo de risco devem usar máscaras?

Não há necessidade, pois as máscaras comuns não conferem proteção nem impedem a contaminação. Existem casos onde estão indicadas, por exemplo, por profissionais de saúde no atendimento dos pacientes portadores ou suspeitos de infecção pelo vírus Influenza A e nos pacientes portadores ou suspeitos de infecção pelo vírus Influenza A enquanto aguardam atendimento.

HOSPITAIS DE REFERÊNCIA PARA TRATAMENTO DA GRIPE SUÍNA
(dados do Ministério da Saúde)


ACRE - Rio Branco
HOSPITAL GERAL DE CLÍNICAS DE RIO BRANCO
Endereço: Av. Nações Unidas, 700 - Bosque Tel.: 68 3223-3080 68 3223-3080

ALAGOAS - Maceió
HOSPITAL ESCOLA DR. HELVIO AUTO
Endereço: Rua Cônego Machado Lira s/ nº - Trapiche da Barra.
Tel.: 82 3315-5201 82 3315-5201

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROF. ALBERTO ANTUNES
Endereço: Av. Lourival Melo Mota s/n° -Tabuleiro dos Martin
Tel.: 82 3322-3714 82 3322-3714 /2734

AMAPÁ - Macapá
HOSPITAL DE CLÍNICAS DR. ALBERTO LIMA
Endereço: AV. FAB, 70 - Centro
Tel.: 96 3212-6120/6242/6240/6127

AMAZONAS - Manaus
FUNDAÇÃO DE MEDICINA TROPICAL
Endereço: Av Pedro Teixeira, 25 - D. Pedro
Tel.: 923238-1146 923238-1146

BAHIA - Salvador
HOSPITAL OTÁVIO MANGABEIRA
Endereço: Praça Conselheiro João Alfredo - s/nº - Bairro Pau Miúdo
Tel.: 71 3256-1914 71 3256-1914 / 3386-4122

CEARÁ - Fortaleza
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTÍDIO - UFCE
Endereço: Rua Capitão Francisco Pedro, 1290 - Bairro Rodolfo Téofilo
Tel.: 85 3366-8110 85 3366-8110


HOSPITAL SÃO JOSÉ DE DOENÇAS INFECCIOSAS
Endereço: Rua Nestor Barbosa, 315 - Bairro Parquelândia
Tel.: 85 3101-2352 85 3101-2352

DISTRITO FEDERAL - Brasília
HOSPITAL REGIONAL DA ASA NORTE (HRAN)
Endereço: Av. SMHN Quadra 101 - Asa Norte - Brasília
Tel.: 61 3325-4313 61 3325-4313 / 3328-5351


ESPÍRITO SANTO - Vitória
HOSPITAL VITÓRIA APART
Endereço: Rodovia BR-101 Norte, Km 2, Carapina - Serra
Tel.: 27 3348-5444 27 3348-5444

GOIÁS - Goiânia
HOSPITAL DE DOENÇAS TROPICAIS
Endereço: Av. Contorno s/nº - Jardim Bela Vista - Goiânia
Tel.: 62 3524-3111 62 3524-3111 / 3249-3022


HOSPITAL MATERNO INFANTIL
Rua R-7 esquina Av. Perimetral, s/nº - Setor Oeste
Tel.: 62 3291-4900 62 3291-4900

MARANHÃO - São Luiz
TARQUÍNIO LOPES FILHO - HOSPITAL GERAL
(Referência para atendimento Adulto)
Endereço: Praça Neto Gutierres 02 - Centro
Tel.: 98 3218-8600/8618


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MATERNO INFANTIL - HU-UMI
(Referência para Atendimento de crianças)
Endereço: Rua Barão do Itapary, 227 - Centro
Tel.: 98 2109-1114/1144

MATO GROSSO - Cuiabá
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MULLER
Endereço: Rua Luis Felipe Ferreira Leite, s/n° - Alvorada
Tel.: 65 3615-7340 65 3615-7340


PRONTO DE SOCORRO MUNICIPAL DE CUIABÁ
Rua General Vale, 192 - Bairro Bandeirantes
Tel.: 65 3051-9402 65 3051-9402 /9404 /9416 / 3617-1374/3051

MATO GROSSO DO SUL - Campo Grande
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MARIA APARECIDA PEDROSSIAN
Av. Filinto Muller, s/nº
Tel.: 67 3345-3304 67 3345-3304

MINAS GERAIS - Belo Horizonte
HOSPITAL DAS CLÍNICAS - UFMG
Endereço: Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia
Tel.: 31 3248-9300 31 3248-9300

PARÁ - Belém
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO - UFPA
Endereço: Rua dos Mundurucus, 4487 - Guamá
Tel.: 91 3201-6699 91 3201-6699 / 3201-6600

PARAÍBA - João Pessoa
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY
Endereço: Campus Universitário
Tel.: 83 3216-7022 83 3216-7022

PARANÁ - Curitiba
HOSPITAL DE CLÍNICAS - UFPR
Endereço: Rua General Carneiro, 181 - Centro
Tel.: 41 3360-1805/1800


HOSPITAL DE TRABALHADOR
Endereço: Av. República Argentina, 4406 - Novo Mundo
Tel.: 41 3212-5709/5710

- Foz do Iguaçu
HOSPITAL MINISTRO COSTA CAVALCANTI
Endereço: Av. Gramado, 580 - Vila A
Tel.: 45 3576-8082/8060/8000

- Londrina
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA
Endereço: Av. Robert Koch, 60
Tel.: 43 3371-2229 43 3371-2229

PERNAMBUCO - Recife
HOSPITAL OSWALDO CRUZ
Endereço: Av. Arnóbio Marques, 310 - Santo Amaro
Tel.: 81 3184-1200 81 3184-1200

PIAUÍ - Teresina
INSTITUTO DE DOENÇAS TROPICAIS NATAN PORTELA
Endereço: Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos, 151
Tel.: 86 3221-3413 86 3221-3413

RIO DE JANEIRO - Rio de Janeiro
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO
Endereço: Av. Brigadeiro Trompowsky, s/nº - prédio HUCFF - Ilha do Fundão
Tel.: 21 2299-8249 21 2299-8249 / 2562-2562


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Dr. PEDRO ERNESTO
Endereço: Boulervard 28 de setembro, 77 - Vila Isabel
Tel.: 21 2587-6200/ 6345/6650


HOSPITAL CENTRAL IASERJ
Endereço: Av. Henrique Valadares, 107 - Centro
Tel.: 21 2252-0477/2252-5491/2299-2189/2299-2192/2299-2190


INSTITUTO DE PESQUISA CLÍNICA EVANDRO CHAGAS - IPEC
Endereço: Av. Brasil, 4.365 - Manguinhos
Tel.: 21 3865-9544 21 3865-9544 / 3865-8522

RIO GRANDE DO NORTE - Natal
HOSPITAL GIZELDA TRIGUEIRO
Endereço: Rua Cônego Monte - s/n° - Quintas
Tel.: 84 3232-7900/7907/7909

RIO GRANDE DO SUL - Caxias do Sul
HOSPITAL GERAL DE CAXIAS DO SUL
Endereço: Av. Professor Antonio Vignoli, 255 - Petrópolis
Tel.: 54-3218-7257/7322/7200

- Passo Fundo
ASSOCIAÇÃO HOSPITALAR BENEFICIENTE SÃO VICENTE DE SÃO PAULO
Endereço: Rua Teixeira Soarez 808 - Centro
Tel.: 54 3316-4045/4015/4000

- Pelotas
HOSPITAL ESCOLA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Endereço: Rua Professor Araújo, 433 - Centro
Tel.: 53 3284-4902/4900

- Porto Alegre
HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - GHC
Endereço: Rua Domingos Rubro, 20 - Cristo Redentor
Tel.: 51 3357-4350/2000 /3325-0580

- Rio Grande
ASSOCIAÇÃO DE CARIDADE SANTA CASA DO RIO GRANDE
Endereço: Rua General Osório, 625 - Centro
Tel.: 53 3233-7111/3232-1643

- Santa Maria
HOSPITAL UNIVERSIÁRIO DE SANTA MARIA
Endereço: Av. Roraima, Prédio 22, Campus UFSM - Camobi
Tel.: 55 3220-8500/3220-8005

- Santa Rosa
ASSOCIAÇÃO HOSPITAL CARIDADE SANTA ROSA
Endereço: Rua Francisco Tim, 756 - Centro
Tel.: 55 3512-5050 55 3512-5050

- Uruguaiana
HOSPITAL SANTA CASA DE URUGUAIANA
Endereço: Rua Domingos de Almeida, 3801 - São Miguel
Tel.: 55 3411-0135/3412-5588

RONDÔNIA - Porto Velho
CENTRO DE MEDICINA TROPICAL DE RONDONIA - CEMETRON
Endereço: Avenida Guaporé, 415 - Lagoa
Tel.: 69 3216-2201/2202

RORAIMA - Boa Vista
HOSPITAL GERAL DE RORAIMA
Endereço: Av: Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n° - Novo Planalto
Tel.: 95 3623-2024/2062/7370

SANTA CATARINA - Florianópolis
HOSPITAL NEREU RAMOS
Endereço: Rua Rui Barbosa, s/n° - Agronômica
Tel.: 48 3216-9365 48 3216-9365


HOSPITAL INFANTIL JOANA DE GUSMÃO
Endereço: Rua Rui Barbosa, 152 - Agronômica
Tel.: 48 3251-9000 48 3251-9000

- Chapecó
HOSPITAL REGIONAL LENOIR VARGAS FERREIRA
Endereço: Rua Florianópolis, 1.448 E - Esplanada
Tel.: 49 3321-6500 49 3321-6500

São Paulo - Bauru
HOSPITAL ESTADUAL DE BAURU
Endereço: Av.Eng.Luís Edmundo Carrijo Coube, 1.100 - Núcleo Presidente Geisel
Tel.: 14 3103-7777 14 3103-7777

SP - Campinas
HOSPITAL DAS CLÍNICAS - UNIVERSIDADE DE CAMPINAS
Endereço: Rua Vital Brasil, 251 - Barão Geraldo
Tel.: 19 3521-2121 19 3521-2121

SP - Guarulhos
HOSPITAL GERAL DE GUARULHOS
Endereço: Alameda dos Lírios, 300 - Parque Cecap
Tel.: 11 3466-1359 11 3466-1359

SP - Marília
HOSPITAL DAS CLÍNICAS - FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO SUPERIOR DE MARÍLIA
Endereço: Rua Azis Atalah, s/n° - Fradata
Tel.: 14 3402-1740 14 3402-1740

SP - Presidente Prudente
HOSPITAL REGIONAL DE PRESIDENTE PRUDENTE
Endereço: Rua José Bongiovani, 1297 - Centro
Tel.: 18 3229-1568 18 3229-1568

SP - Ribeirão Preto
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRAO PRETO - USP
Endereço: Av. Bandeirantes, 3900- Campus Universitário - Monte Alegre
Tel.: 16 3602-1000 16 3602-1000

SP - Santo André
HOSPITAL ESTADUAL MARIO COVAS
Endereço: Rua Henrique Calderazzo, 321 -Centro
Tel.: 11 2829-5000 11 2829-5000

SP - Santos
HOSPITAL GUILHERME ÁLVARO
Endereço: Rua Oswaldo Cruz,197 - Boqueirão Tel.: 13 3202-1313 13 3202-1313

SP - São José do Rio Preto
HOSPITAL DE BASE / FUNDAÇÃO FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 5544 - V.São Pedro
Tel.: 17 3201-5000 17 3201-5000

SP - São Paulo
CENTRO DE REFERÊNCIA E TREINAMENTO DE AIDS - CRT AIDS
Endereço: Rua Santa Cruz, 81 - Vila Mariana
Tel.: 11 5087-9836 11 5087-9836

SP - HOSPITAL SÃO PAULO - UNIFESP
Endereço: Rua Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino
Tel.: 11 5576-4000 11 5576-4000

SP - HOSPITAL DAS CLÍNICAS / FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO PAULO - HCFMSP
Endereço: Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 - Cerqueira César
Tel.: 11 3069-6405 11 3069-6405

SP - HOSPITAL DE INFECTOLOGIA EMILIO RIBAS
Endereço: Av. Dr Arnaldo,165 - Cerqueira César
Tel.: 11 3896-1200 11 3896-1200

SP - HOSPITAL ESTADUAL DO GRAJAÚ
Endereço: Rua Francisco Octavio Pacca, 180 - Grajaú
Tel.: 11 3544-9444 11 3544-9444

SP - Sorocaba
CONJUNTO HOSPITALAR DE SOROCABA
Endereço: Av. Com. Pereira Ignácio, 564 - Jd. Faculdade
Tel.: 15 3332-9100 15 3332-9100

SP - Taubaté
HOSPITAL REGIONAL DO VALE DO PARAÍBA
Endereço: Av. Tiradentes, 280 - Jd. das Nações
Tel.: 12 3634-2015 12 3634-2015

SERGIPE - Aracaju
HOSPITAL DE URGENCIA DE SERGIPE GOVERNADOR JOAO ALVES FILHO Endereço: Av. Tancredo Neves, s/n°
Tel.: 79 3216-2600 79 3216-2600

TOCANTINS - Palmas
HOSPITAL GERAL DE PALMAS Dr. FRANCISCO AIRES
Endereço: 201 Sul - Av. NS-01 Conj. 02 Lt.01 - Centro
Tel.: 63 3218-7815 63 3218-7815

Correção de cicatrizes de acne

A acne é uma doença que atinge principalmente adolescentes mas que também afeta adultos, principalmente mulheres entre 20 e 40 anos. Algumas pessoas desenvolvem formas mais graves de acne, que podem deixar sequelas cicatriciais, como manchas e alterações da superfície da pele, principalmente cicatrizes deprimidas.

Vários tratamentos podem ser utilizados para a correção destas cicatrizes e a indicação de cada um deles depende de cada caso. Em uma mesma pessoa, pode ser necessária a utilização de mais de um método, para se obter um melhor resultado. Nestes casos, o tratamento pode ser demorado, pois um procedimento pode não ser compatível com o outro. Paciência e controle da ansiedade em resolver tudo de uma vez é recomendada. A melhora da pele pode demorar, mas os resultados vão persistir para sempre.

É importante ressaltar que estes procedimentos devem ser realizados apenas por médicos dermatologistas treinados e nunca por profissionais não médicos, pois sempre existem riscos de efeitos adversos, mesmo quando realizados adequadamente. Veja, abaixo, as técnicas mais frequentemente utilizadas:

Peelings químicos: podem ser superficiais, médios ou profundos, de acordo com a profundidade da pele que se deseja atingir. Os resultados são mais aparentes quanto mais profundos são os peelings, assim como aumentam também os riscos de efeitos colaterais e o desconforto durante o peeling e no pós-peeling.

Bons resultados podem ser obtidos com peelings superficiais repetidos e realizados a pequenos intervalos, principalmente para o tratamento de manchas causadas pela acne. Além de clarear as manchas, os peelings melhoram a textura da pele, que fica mais uniforme e melhora o seu aspecto como um todo. Se as cicatrizes forem mais profundas, os peelings médio e profundo podem ser utilizados. Saiba mais sobre os peelings químicos.

Peelings químicos superficiais: antes e depois



Dermoabrasão: consiste no lixamento da pele e está indicado nos casos em que há presença de cicatrizes deprimidas e profundas, principalmente aquelas com bordas bem delimitadas. O procedimento é doloroso e feito sob anestesia. O risco maior é o de deixar manchas escuras, principalmente em pessoas de pele morena.

Preenchimento cutâneo: para as cicatrizes deprimidas que desaparecem quando a pele é esticada, o preenchimento pela técnica de microgotas é uma boa indicação. São injetadas substâncias debaixo da cicatriz, levantando-a. Os preenchedores podem ser temporários, como o ácido hialurônico (que pode durar cerca de 1 ano), ou definitivos, como o dimetilsiloxane. O procedimento é bem tolerado e, pessoas mais sensíveis, podem utilizar um creme anestésico. Saiba mais sobre o preenchimento cutâneo.

Elevação de cicatrizes: indicada para aquelas cicatrizes deprimidas que se parecem com marcas de catapora. Sob anestesia local, utiliza-se um punch (instrumento cortante semelhante a um canudo) para cortar a pele da cicatriz em círculo, sem soltá-la dos tecidos mais profundos, elevando-a até ao nível normal da pele e fixando-a com curativo. É comum a pele ficar até mais alta que a pele normal, sendo necessário, posteriormente, realizar uma dermoabrasão de toda a região para igualar a altura.

Excisão e sutura simples: utilizada para remover cicatrizes disformes, com bordas irregulares. Consiste na retirada da cicatriz com bisturi, sob anestesia. A cicatriz resultante da remoção é mais uniforme, feita borda a borda, com resultado estético melhor.

Ressurfacing com Laser: o tratamento é semelhante à dermoabrasão só que, ao invés das lixas, a remoção do tecido é feita pelo laser. Assim, a profundidade do tecido a ser removido é controlada pelo computador, enquanto que, na dermoabrasão, depende mais da sensibilidade do profissional. É indicado para cicatrizes deprimidas de bordas bem marcadas. Saiba mais sobre o Ressufacing.

Subcisão: utilizada para elevar cicatrizes deprimidas, a técnica consiste em liberar a pele da fibrose cicatricial que a puxa para baixo. É feita pela introdução de agulha cortante sob a cicatriz, em movimentos de vai-vem, que cortam o tecido fibroso, soltando a pele. Um hematoma resultante do trauma estimula a formação de tecido colágeno no local, que também vai ajudar a elevar a cicatriz.

Prevenção: o tratamento da acne em sua fase inicial evita a formação de cicatrizes. Hoje, existem medicamentos que controlam a doença e, até mesmo, podem acabar definitivamente com ela em cerca de 6 a 8 meses.

Estudo compara BOTOX® com cremes para rugas

Cada vez mais,um número maior de cosméticos,comumente usados pelos consumidores para o tratamento de rugas faciais,anunciam em sua publicidade que seus efeitos são comparáveis aos da toxina botulínica(BOTOX®).

Para verificar se estes produtos teriam mesmo esta eficácia, o doutor Kenneth Beer, dermatologista e membro da Sociedade Americana de Dermatologia, ministrou um estudo comparando a toxina botulínica com produtos de uso tópico, como cremes e géis, no tratamento de linhas e rugas de expressão da região glabelar (entre os supercílios).

É importante mencionar que a toxina botulínica foi comparada com 3 cremes tópicos que prometem, em suas propagandas, eficácia comparável ao tratamento com a toxina. O estudo incluiu também a comparação dos produtos com injeções de placebo (soro fisiológico), que não teriam efeito algum sobre as rugas.


Toxina botulínica: antes e depois



Os resultados da pesquisa demonstraram que o tratamento com a toxina botulínica é significantemente mais efetivo para redução de rugas quando comparado ao tratamento com cremes tópicos, tendo sido eficiente em 86% dos pacientes que o utilizaram e que tiveram suas rugas e linhas de expressão reduzidas em no mínimo 50%, na quarta semana do estudo.

Por outro lado, o mesmo não aconteceu nos pacientes em tratamento com os cremes faciais, nos quais a redução de rugas não se diferenciou dos resultados obtidos com o placebo em nenhum momento.

Segundo o autor, este estudo pioneiro demonstra que enquanto cremes cosméticos podem diminuir a aparência de algumas rugas finas, eles não podem oferecer o mesmo nível de melhora em rugas moderadas a severas, como fazem as injeções de toxina botulínica.

Deixo claro que não concordo com esse estudo. Vejo no dia a dia do meu consultório que os cremes de boa marca tem praticamente o mesmo efeito do Botox. Temos que levar em conta também os tratamentos feitos anteriores e o tipo de pele.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Queimadura por Potó


O Paederus irritans, mais conhecido como potó, que costuma aparecer no clima de final de chuva,quando apertado libera um líquido chamado cantarizina,líquido cáustico que queima a pele,podendo apresentar queimaduras de primeiro grau com vermelhidão local e de segundo grau com vermelhidão e bolhas.

Sintomas :
- vermelhidão , prurido , ardor e bolhas
O inseto é atraído pela luz,roupas e lençóis brancos.
Os principais locais que o inseto atinge são as dobras de pernas e braços, pescoço e região facial, próximo ao olho.

Tratamento :
- uso de mosquiteiros nas camas e berços;
- lavar o local imediatamente após o contato com água e sabonete anti-séptico;
- evitar exposição ao sol do local atingido;
- corticoterapia tópica de baixa potência ;
- antibioticoterapia tópica e / ou oral;
- procure um Dermatologista .

Dermatite perioral


Erupção persistente composta por pápulas eritematosas e papulopústulas. É distribuída primariamente ao redor da boca, afetando o queixo e pregas nasolabiais, poupando a zona clara ao redor da borda vermelha. Prurido não é severo, mas sensação de queimação é freqüentemente notada.

Dermatite perioral ocorre primariamente em mulheres jovens,mas pode afetar outras faixas etárias e homens,inclusive as crianças. Vários fatores etiológicos tem sido postulados, sendo os principais oclusão da superfície da pele com cremes umedecedores em indivíduos predispostos e terapia prolongada com corticosteróides tópicos potentes.Dentre outros fatores temos também a exposição acentuada ao sol.Molhar os lábios com a saliva piora o quadro clínico.


Tratamento :

-a antibioticoterapia com a tetraciclina, é geralmente o melhor tratamento via oral. Quando as tetraciclinas não eliminam a erupção cutânea e a caso for particularmente grave, a isotretinoína, um medicamento utilizado no tratamento da acne, pode ser útil;
- peróxido de benzoíla tópico 4%;
-uso de protetor solar .

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dr. Alisson Costa de Morais em Entrevista sobre Câncer de Pele e Alergias Respiratórias para Rádio Cultura FM

O Médico Alergologista e Dermatologista Dr. Alisson Costa de Morais fala sobre Câncer de Pele, proteção solar e alergias respiratórias na Rádio Cultura FM

http://www.youtube.com/watch?v=NulhP2TcYUc

Escova progressiva

O governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral sancionou a lei número 5421 proibindo o uso de formol nos estabelecimentos do Rio de Janeiro. Esta medida trouxe à tona um assunto muito importante, pois o uso da escova progressiva aumentou de forma vertiginosa, na busca de cabelos lisos e cachos controlados. O problema é que os produtos utilizados na escova progressiva para alisamento capilar nem sempre são registrados na Anvisa e utilizam formol, uma substância que pode provocar riscos à saúde, quando usado em concentração elevada, acima dos limites permitidos de uso.
Segundo dados obtidos no site do INCA o formol ou formaldeído, solução a 37%, é um composto líquido claro com várias aplicações, sendo usado normalmente como preservativo, desinfetante e anti-séptico. Também é usado para embalsamar peças de cadáveres, mas é útil também na confecção de seda artificial, celulose, tintas e corantes, soluções de uréia, tiouréia, resinas melamínicas, vidros, espelhos e explosivos. O formol também pode ser utilizado para dar firmeza nos tecidos, na confecção de germicidas, fungicidas agrícolas, na confecção de borracha sintética e na coagulação da borracha natural. É empregado no endurecimento de gelatinas, albuminas e caseínas. É também usado na fabricação de drogas e pesticidas.
O formol é autorizado para uso como conservante em cosméticos e como endurecedor de unhas, mas sempre obedecendo o limite previsto por lei. Mas, no caso das escovas progressivas, para obter o efeito alisante, estes limites são ultrapassados, aumentando sobremaneira a possibilidade de reações indesejáveis e perigosas. Ou seja, o risco é maior quando se utiliza concentrações maiores e no uso frequente do produto.

E quais são estas consequências adversas no uso de formol nas escovas progressivas?

Nos cabeleireiros:

- A inalação do vapor contendo formol pode provocar do de garganta, sintomas nasais, tosse, falta de ar. Olhos lacrimejando e conjuntivite. Além disso, pode agravar sintomas da alergia respiratória, como a asma e a rinite alérgica.

- Podem surgir também: dor da cabeça, tonteira, vertigem.

- A inalação de concentrações maiores pode ferir a via respiratória, provocando graves sequelas posteriores. Há relato de câncer, em especial nos trabalhadores de fábricas que manipulam o produto por tempo prolongado.

- Dermatite em mãos e rachaduras na pele, resultantes da manipulação repetida do produto.

Nos usuários:

- A reação mais comum é a queda de cabelos, que pode ser localizada em áreas específicas ou ocorrer de forma intensa.

- Reação no local da aplicação por mecanismo irritante: surgimento de vermelhidão, inchação, ardência, dor, podendo evoluir para queimadura.

- Irritação da pele, olhos e mucosas. Olhos ficam avermelhados, lacrimejando, além de ardência e dor ocular, em especial no momento da aplicação do produto alisante, em virtude da inalação do vapor contendo formol.

- Espirros, coriza, obstrução nasal, tosse e sensação de falta de ar. Agrava a asma e a rinite nas pessoas portadoras de alergia respiratória.

- O uso repetido pode levar à sensibilização e resultar em dermatite alérgica de contato no couro cabeludo.

- Casos raros e graves poderão se acompanhar de edema na glote e faringe, comprometendo a respiração.

Conclusão:
Use apenas os produtos autorizados pela ANVISA. Desconfie de produtos com embalagens sem identificação do fabricante, sem número de registro pois é indicativo de que não foram submetidos à análise da autoridade sanitária.


OBS = Texto retirado do Blog da Alergia

domingo, 31 de maio de 2009

Tinea Corporis ( Infecçao Fúngica do Corpo )


Infecção da superfície do corpo causada por fungos do grupo do mofo chamados de dermatófitos.

O corpo normalmente hospeda uma quantidade de microrganismos, incluindo, bactérias, fungos do grupo do mofo (dermatófitos) e fungos do grupo das leveduras (tais como a Cândida). Alguns deles são úteis ao organismo, outros podem multiplicar-se rapidamente e provocar infecções. As infecções fúngicas são causadas por plantas microscópicas (fungos) que podem viver nas células mortas do cabelo, das unhas e das camadas externas da pele.

A tinea corporis (freqüentemente denominada tinea do corpo) é um distúrbio cutâneo comum, especialmente entre as crianças, porém, pode aparecer em pessoas de qualquer idade. Ela é causada por fungos do grupo do mofo (dermatófitos). Veja também a tinea da cabeça (envolvendo o couro cabeludo), a tinea crural (tinea inguinal) e a tinea do pé (pé-de-atleta).

As infecções por Cândida (leveduras) que envolvem a pele incluem a erupção das fraldas, afta oral, candidíase cutânea e outros distúrbios similares.

Os fungos crescem em áreas quentes e úmidas. A suscetibilidade à infecções fúngicas aumenta devido à higiene deficiente, pele exposta à umidade por tempo prolongado e lesões menores na pele ou nas unhas.

As infecções por tinea são contagiosas e podem ser transmitidas por meio de contato direto ou de objetos, como por exemplo, pentes, roupas e superficies de chuveiros ou piscinas. Também podem ser transmitidas por meio do contato com animais domésticos portadores do fungo (os gatos são portadores comuns).



Sintomas:

-prurido na área afetada
-lesão cutânea, exantema :
* nos braços, pernas, rosto, tronco (geralmente em área exposta do corpo)
* formato anular
* mancha avermelhada (pele anormalmente escura ou clara)
* as bordas avançam e se espalham e o centro é claro
* as bordas têm aspecto escamoso, diferenciado

Sinais e exames:

O diagnóstico se baseia originalmente na aparência da pele.
Pode-se realizar um exame de fluorescência com a lâmpada de Wood para confirmar o diagnóstico, assim como o exame KOH (hidróxido de potássio), no qual as raspagens da pele são dissolvidas em KOH e depois examinadas ao microscópio. Este teste é comumente realizado porque é fácil de ser executado e os resultados ficam disponíveis de imediato. Pode também ser feita uma biópsia de lesão cutânea com exame microscópico ou cultura para procurar os dermatófitos. Esse exame pode não ser necessário em todos os casos.




Tratamento:

Deve-se ter cuidado para não sobretratar a tinea, visto que isso pode causar efeitos colaterais.

A tinea geralmente reage ao auto-cuidado. Mantenha a pele limpa e seca. Os pós antifúngicos e sicativos tópicos (aplicados na pele) de venda livre, tais como os que contêm miconazol, clotrimazol, ou ingredientes similares, são freqüentemente eficazes para controlar a tinea.

Uma infecção grave ou crônica pode precisar de tratamento adicional com um médico, que pode prescrever medicamentos antifúngicos orais. A prescrição de medicamentos tópicos mais fortes, tais como o cetoconazol e o sulconazole pode ser necessária. Em alguns casos, os corticosteróides tópicos (veja corticosteróides tópicos de baixa potência e corticosteróides tópicos de potência média à muito elevada) podem ser acrescentados aos antifúngicos tópicos. Podem ser necessários antibióticos para tratar as infecções bacterianas secundárias.


Complicações:

- infecções cutâneas bacterianas secundárias, tais como a celulite
- propagação da tinea para os pés, couro cabeludo, virilha ou unhas
- piodermite, dermatofitide, ou outros distúrbios da pele
- supertratamento da dermatite
- efeitos colaterais sistêmicos de medicamentos (veja o medicamento específico)


Prevenção:

Uma boa higiene geral ajuda a prevenir as infecções por tinea.

Recomenda-se manter a pele limpa e seca. Seque bem as pregas da pele, pés, virilha e outras áreas depois do banho ou após nadar. Troque de roupas, meias e sapatos sempre que necessário a fim de manter a pele seca. Evite o contato com animais domésticos infectados tanto quanto possível.

As roupas e os objetos de uso diário, tais como pentes e as superfícies do banheiro, devem ser limpas e secas completamente antes de serem utilizadas novamente, a fim de prevenir a propagação da infecção. Deve-se lavar bem as mãos após o contato com qualquer infecção fúngica, incluindo o contato ao tratar tal infecção.

sábado, 30 de maio de 2009

Sarampo

É uma doença infecto-contagiosa provocada pelo morbili vírus e transmitida por secreções das vias respiratórias como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele. O sarampo é uma doença potencialmente grave. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro.


Além das manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular eritematoso), que começam no rosto e progridem em direção aos pés, podemos citar os seguintes sintomas: febre, tosse, mal-estar, conjuntivite, coriza, perda do apetite e manchas brancas na parte interna das bochechas (exantema de Koplik). Otite, pneumonia, encefalite são complicações graves do sarampo.





Diagnóstico :

É feito através de exames clínicos e, quando necessário, confirmado por exame de sangue.

Tratamento :

Por ser uma doença autolimitada, o tratamento é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas. Paciente com sarampo deve fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre. Em alguns casos, há necessidade de tratamento para o aumento de imunidade.

Vacina :

A vacina anti-sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir do nono mês de vida da criança. Exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunossuprimidos, adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina.

Recomendações :

- Não se descuide do programa de vacinação de seus filhos. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave, especialmente se elas estiverem debilitadas;

-Procure saber a causa da doença de crianças que convivem com seus filhos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e de caráter epidêmico;

-Não deixe de procurar atendimento médico se aparecerem manchas avermelhadas na pele de sua criança, mesmo que ela tenha sido vacinada contra o sarampo;

-Investigue se você teve a doença na infância ou tomou a vacina quando criança. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.

OBS : Texto de Autoria do Dr. Drauzio Varella

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Escabiose ou Sarna


A escabiose ou sarna é uma doença parasitária, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto interpessoal ou através do uso de roupas contaminadas. O parasita escava túneis sob a pele onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias dando origem a novos parasitas.

A doença tem como característica principal a coceira intensa que, geralmente, piora durante a noite. A lesão típica da sarna é um pequeno trajeto linear pouco elevado, da cor da pele ou ligeiramente avermelhado e que corresponde aos túneis sob a pele. Esta lesão dificilmente é encontrada, pois a escoriação causada pelo ato de coçar a torna irreconhecível. O que se encontra na maioria dos casos são pequenos pontos escoriados ou recobertos por crostas em consequência da coçadura. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de pústulas e crostas amareladas.



As lesões atingem principalmente os seguintes locais: abdomem, flancos, baixo ventre, umbigo, pregas das axilas, cotovelos, punhos, espaços entres os dedos das mãos e sulco entre as nádegas.
Nos homens, localização característica são os genitais, onde formam-se lesões endurecidas e elevadas no pênis e na bolsa escrotal, que coçam muito. Nas mulheres, é comum os mamilos serem afetados pela doença. Nos bebês, o acometimento das plantas dos pés e palmas das mãos é frequente.
A escabiose raramente atinge a pele do pescoço e da face, exceto nas crianças, em quem estas regiões podem também ser afetadas.



Tratamento :
O tratamento da sarna consiste na aplicação de medicamentos sob a forma de loções na pele do corpo todo, do pescoço para baixo, mesmo nos locais onde nao aparecem lesões ou coceira. Após terminada a primeira série do tratamento, este deve ser repetido uma semana após, para atingir os parasitas que estarão deixando os ovos. Medicamentos para o alívio da coceira devem ser utilizados, porém não são os responsáveis pela cura.
O tratamento também pode ser realizado por via oral, sob a forma de comprimidos tomados em dose única. Pode ser necessária a repetição após 1 semana. Em casos resistentes ao tratamento, pode-se associar os tratamentos oral e local.
As roupas de uso diário e as roupas de cama devem ser trocadas todos os dias, colocadas para lavar e passar a ferro. Todas as pessoas da casa que tiverem qualquer tipo de coceira devem se tratar ao mesmo tempo, para evitar a recontaminação. As unhas devem ser escovadas com sabonetes apropriados para a retirada de parasitas ali depositados pelo ato de coçar.
Para evitar a doença não use roupas pessoais, roupas de cama ou toalhas emprestadas, evite a glomerações ou contato íntimo com pessoas de hábitos higiênicos duvidosos.
Em pessoas com bons hábitos higiênicos, a sarna pode ser confundida com outras doenças que causam coceira, devendo o diagnóstico correto ser realizado por um médico dermatologista que indicará o tratamento ideal para cada caso.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Catapora

Uma doença altamente contagiosa provocada por um vírus. Com nome científico de varicela, costuma atingir principalmente as crianças. Em geral, é benigna e costuma incomodar principalmente pelas manchas vermelhas e pela coceira intensa.

Quem já teve varicela uma vez na vida, não corre mais o risco de desenvolvê-la. No entanto, como o vírus da catapora é o mesmo do herpes zoster (ou cobreiro), existe o risco de um indivíduo com defesa baixa desenvolver uma nova doença depois de entrar em contato com doentes em fase de ontágio. Quem tem doenças imunodepressivas, como Aids, deve manter distância do vírus.

Existe uma vacina que previne a doença. Em Brasília, está disponível em centros de vacinação ou clínicas particulares de pediatras ou dermatologistas. O preço médio é de R$ 65,00. É indicada para todas as crianças com mais de um ano e para adolescentes e adultos que ainda não foram contagiados pela varicela.

Transmissão :

É muito comum em época de chuva e frio, quando as pessoas se juntam em locais fechados com maior freqüência. Crianças em fase escolar têm maiores chances de se contagiar pelo vírus.
A transmissão se dá pelo ar. Se uma criança ou um adulto que nunca teve catapora entrar em contato com alguém contagiado, a contaminação é quase certa.

Incubação :

Depois de entrar em contato com o vírus da catapora, o indivíduo permanece entre 14 e 21 dias sem apresentar sintomas. É o que se conhece como tempo de incubação.

Sintomas :

Começam com pontinhos vermelhos espalhados pelo corpo que se parecem com picadas de inseto. Nessa fase, a doença não costuma ser detectada facilmente.

Essas manchas , depois de dois ou três dias, crescem e mudam de aspecto. Tornam-se vesículas (folhas cheias de um líquido transparente). As bolhas podem aparecer em regiões delimitadas do corpo ou nele inteiro. Muitas vezes, os sinais aparecem também nas mucosas da boca, do nariz, dos olhos, entre outras.

Além da coceira intensa, o contagiado pode apresentar febre baixa, dor de cabeça. É uma doença que pede repouso durante os primeiros dias depois de surgirem os primeiros sintomas.

O estágio no qual o corpo fica com sinais variados – desde as manchinhas parecidas com picadas de inseto, bolhas, até as feridas e crostas ressecadas – é o mais característico da doença. Nessa fase, não há como confundir a catapora com qualquer outro problema. Enquanto as feridas não cicatrizarem, é preciso manter o doente isolado, pois há risco de contaminação.

Complicações :

A catapora é um problema pouco grave, desde que bem tratado. No entanto, se a doença se manifestar em crianças com resistência muito baixa ou se não for cuidada devidamente, podem apresentar complicações como:

* Infecção bacteriana secundária: muitas vezes, a criança coça os caroços com unhas sujas, que podem estar contaminadas por bactérias. Se as bolhas contiverem líquido amarelo, é sinal de infecção;
* Pneumonia: o vírus da doença pode entrar no organismo e provocar doenças mais sérias em outros órgãos, como pulmões;
* Encefalite: é uma inflamação no cérebro. Se esta complicação for detectada rapidamente, as seqüelas podem ser evitadas. Mas se o tratamento for displicente, a doença pode até matar.

Tratamento :

Antes de qualquer remédio, uma determinação: nunca coce. As bactérias são invisíveis e podem infeccionar as feridas. Normalmente, as cicatrizes escuras da catapora são decorrentes de infecções secundárias.

Cuidados locais. Banhos com permanganato de potássio são sempre aconselhados para aliviar a coceira e cicatrizar rapidamente as feridas. Importante: dissolva um pacote ou um comprimido em cinco litros d'água.

Se houver início de infecção, antibióticos podem ser receitados. Procure sempre o médico antes de tomar qualquer remédio. Se as dores de cabeça ficarem fortes, é possível que tenha surgido alguma complicação.


Dicas para o paciente :

-Corte sempre as unhas e deixe-as limpas;
-Evite contato com pessoas com baixa capacidade de defesa;
-Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras;
-Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito;
-Tente aliviar o prurido com talcos mentolados ou banhos com maisena.

Dr. Alisson Costa de Morais em Entrevista sobre Câncer de Pele para TV

Médico Alergologista e Dermatologista Dr. Alisson Costa de Morais
fala sobre cuidados, tipos e tratamento de Câncer de Pele

http://www.youtube.com/watch?v=e75a_0ETnAw

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Síndrome de Stevens-Johnson


Consiste em uma reação alérgica grave, envolvendo erupção cutânea nas mucosas, podendo ocorrer nos olhos, nariz, uretra, vagina, trato gastrointestinal e trato respiratório, ocasionando processos de necrose, com causas muitas vezes desconhecidas. A reação alérgica pode ser causada por estímulos causados por drogas, infecções virais, entre outras, embora em grande parte dos casos a etiologia específica não seja facilmente identificável. As drogas mais freqüentemente suspeitas são a penicilina, os antibióticos contendo sulfa, os barbitúricos, os anticonvulsivantes, os analgésicos, os antiinflamatórios não esteróides ou o alopurinol. Em alguns casos, ocorre juntamente com uma outra doença grave, complicando o diagnóstico.

As lesões cutâneas são máculas eritematosas, bolhas sero-hemorrágicas, e púrpura. O início é geralmente abrupto, podendo ocorrer: febre, mal-estar, dores musculares e artralgia.

As lesões são extensas, envolvem várias áreas do corpo com erupções cutâneas, podendo haver também lesão da íris. A reação é facilmente observada nas mucosas bucais e conjuntivas, além de úlceras genitais.

A patologia pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrintestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode evoluir para uma forma mais grave, a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), na qual a camada superior da pele desprende-se em camadas.

As cicatrizes decorrentes da necrose podem levar à perda de funções orgânicas. Quando atinge os brônquios, pode levar à insuficiência respiratória. Outras conseqüências: cegueira, complicações renais, complicações pulmonares, perfuração do globo ocular, hemorragia gastrointestinal, hepatite, nefrite, artralgia, artrite, febre, mialgia, entre outros.


O diagnóstico geralmente é através da caracterização das erupções cutâneas, que surgem após 1 a 3 semanas da exposição ao estímulo.

Tratamento :

Deve-se interromper imediatamente o uso de medicamentos suspeitos. O paciente deve ser hospitalizado e monitorado, e o uso de corticóides é controverso e deve ser cauteloso, pois podem elevar o índice de mortalidade causada pela síndrome. O doente deve ser tratado na unidade de queimados, com cuidados rigorosos para evitar infecções. É feita a reposição endovenosa dos líquidos e sais minerais perdidos devido à lesão.