sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Herpes Labial

O herpes labial é uma infecção vírica crónica caracterizada por vesículas (pequenas bolhas) dolorosas cheias de líquido em torno dos lábios, nariz e queixo.

O herpes labial é causado por um vírus conhecido como Vírus Herpes Simplex de tipo 1 ou HSV-1. O Vírus Herpes Simplex de tipo 1 não deverá ser confundido com o Vírus Herpes Simplex de tipo 2, o qual afecta maioritariamente os órgãos genitais.

É impossível eliminar o vírus por completo. As manifestações do HSV-1 alternam com os períodos em que o vírus permanece latente (adormecido) nas células nervosas. Não se sabe exactamente qual a causa de uma manifestação do HSV-1, mas pensa-se que determinados factores desencadeadores poderão estar na base dos episódios de herpes labial. Quando tal sucede, o vírus percorre o nervo até à superfície da pele, onde tenta replicar-se no núcleo das células. Em muitas pessoas, não surgem quaisquer sintomas, embora as células estejam infectadas. No entanto, nalguns casos, o processo de replicação do vírus destrói as células e causa pequenas bolhas ou vesículas na pele. Após a formação do herpes, o vírus regressa ao corpo.

Estudos realizados demonstram que 80% da população é portadora do HSV-1. Por outro lado, quase 90% dos indivíduos maiores de 30 são portadores do vírus. 20% dos infectados sofre episódios regulares de herpes labial*. Pensa-se que o HSV-1 é contraído sobretudo durante a infância. Uma vez infectada, uma pessoa pode sofrer de episódios regulares de herpes labial durante o resto da vida.

O vírus HSV-1é muito contagioso. Costuma propagar-se por meio do contacto físico, tal como abraços e beijos, mas também pode transmitir-se através da partilha de bebidas, por exemplo. O vírus transmite-se desde a fase inicial do herpes, em que sente ardor e prurido, até à fase da cicatrização, quando a crosta desaparece. O vírus pode transmitir-se através de uma pessoa infectada, mesmo que ela não apresente os sintomas. Embora o HSV-1 tenda a atacar os lábios, nariz ou queixo, pode ser transmitido a outras partes do corpo, incluindo os olhos, os dedos e os órgãos genitais.

Causas :

As manifestações do HSV-1 alternam com os períodos em que o vírus permanece adormecido em células nervosas, denominadas de gânglios. Não se sabe exactamente qual a causa de uma manifestação do HSV-1, mas entre os factores desencadeadores poderão contar-se:

Exposição ao sol
Stress
Temperaturas baixas
Febre
Constipação/Gripe
Fadiga
Alterações hormonais
Menstruação



As várias fases de um episódio de herpes labial

Este gráfico ilustra as fases típicas de um surto de herpes labial que dura 12 dias. Alguns surtos poderão ser mais ou menos longos que o demonstrado.

1ª Fase – Fase do prurido :

Esta fase inicial é caracterizada por uma sensação de ardor e prurido em torno dos lábios ou nariz.

2ª Fase – Fase da bolha :

Um ou dois dias depois, surge o primeiro sinal visível de um grupo de pequenas bolhas.

3ª Fase - Fase de ulceração :


Esta fase caracteriza-se pelo rebentamento das bolhas, deixando uma ulceração avermelhada de pouca profundidade. Trata-se da fase mais dolorosa e contagiosa.

4ª Fase – Fase da ferida/crosta :

Forma-se uma ferida seca com crosta castanha. Se a crosta se descolar, a ferida sangra e o doente sente prurido e ardor.

5ª Fase – Fase de cicatrização :

Se se verificar a formação de uma crosta, esta desaparecerá durante o processo de cicatrização.

Conselhos acerca do Herpes Labial :

1. Não toque na ferida

Se sofrer de herpes labial, evite o toque, pois existe o risco de:

Transmissão
O vírus HSV-1é muito contagioso. Pode propagar-se desde a fase inicial do herpes, em que sente formigueiro e prurido, até à fase de cicatrização, quando a crosta desaparece.
O vírus pode transmitir-se por meio de:
Contacto físico como beijos e abraços entre a pessoa infectada e uma pessoa não infectada.
Auto-inoculação: ocorre quando o vírus se propaga de uma parte do corpo para outra por meio dos dedos, por exemplo.
Objectos infectados: tais como copos, garrafas, roupa e escovas de dentes recém-utilizadas por uma pessoa infectada.
Infecção secundária: Pode agravar uma manifestação da infecção, podendo resultar num problema mais grave.

2. Lave as mãos

Se tocar no herpes, lave as mãos imediatamente depois. Em casos raros, as pessoas infectadas com herpes podem contaminar os olhos, condição potencialmente muito perigosa. Tenha especial cuidado, se utilizar lentes de contacto.

3. Evite os beijos e partilhar bebidas

Durante um episódio, o vírus HSV-1 pode transmitir-se facilmente de uma pessoa para outra através de beijos ou da partilha de uma bebida.

Tratamento do herpes labial :


Não existe tratamento conhecido que elimine totalmente o vírus HSV-1.

Os tratamentos mais comuns à venda no mercado são pomadas destinadas ao tratamento do vírus. Mesmo com a pomada anti-vírica mais eficaz, é difícil tratar o vírus, pois após a formação do herpes, o vírus retrocede para o seu local de origem. É impossível eliminar o vírus por completo. Assim sendo, uma abordagem diferente é controlar o herpes labial tratando os sintomas como se se tratasse de uma ferida.
Os utilizadores de pomadas poderão debater-se com os seguintes problemas.

1. As pomadas não ocultam os sinais visíveis de um episódio de herpes.
2. As pomadas não previnem o risco de contágio e infecção secundária.
3. As pomadas não previnem dos efeitos que o movimento labial tem na mesma.



A utilização de imunoterapia específica para Herpes Tipo 1 e 2 já existe.Apesar de uma inovação médica,os resultados são ótimos e os pacientes tiveram redução da frequência da sintomatologia e melhora do quadro clínico geral. Procure um Alergologista para maiores informações.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Herpes Genital

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível causada pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSC-2). A maior parte dos casos de herpes genital é causada pelo tipo 2. A infecção genital do tipo 2 é mais comum nas mulheres provavelmente porque a transmissão homem-para-mulher seja mais provável do que mulher-para-homem.

A maioria das pessoas não tem sintomas da infecção ou eles são moderados. Quando os sintomas ocorrem, eles tipicamente aparecem como bolhas nos genitais e reto, ou ao redor. A bolhas estouram, deixando feridas que podem levar de duas a quatro semanas para sarar na primeira vez que ocorrem. Geralmente outra erupção pode aparecer semanas ou meses depois da primeira, mas quase sempre é menos severa e dura menos tempo. Embora a infecção possa ficar no corpo indefinidamente, a quantidade de erupções tende a diminuir no período de anos.


Os vírus da herpes podem ser encontrados e soltos nas feridas que eles causam, mas também podem ser liberados por erupções na pele que não parecem estar estouradas ou feridas. Geralmente a pessoa só pode contrair infecção do vírus tipo 2 durante contato sexual com alguém que tenha infecção genital por esse vírus. A transmissão também pode acontecer via parceiro sexual que não tem feridas visíveis e pode não saber que está infectado.

O HSV-1 (tipo 1) também pode causar herpes genital, porém mais comumente causa infecções na boca e lábios. As erupções genitais do HSV-1 ocorrem com menos freqüência do que as do HSV-2.

A maioria das pessoas com HSV-2 não sabe que está infectada. Porém, se os sintomas ocorrerem, a primeiras erupção pode ser bem pronunciadas. A primeira erupção geralmente acontece dentro de duas semanas depois da transmissão do vírus e as feridas tipicamente saram entre 2-4 semanas. Outros sintomas durante o primeiro episódio podem incluir um segundo florescimento de feridas e sintomas semelhantes à gripe, incluindo febre. Porém, a maioria das pessoas com infecção de HSV-2 pode nunca ter feridas, ou ter sintomas tão leves que nem nota ou confunde com picada de insetos ou outro problema de pele.
A maioria das pessoas que tiveram o primeiro episódio de erupções causadas pela herpes genital pode esperar que elas se repitam (geralmente 4 ou 5) durante o ano. Ao passar do tempo geralmente essas recorrências diminuem de freqüência.

O herpes genital pode causar feridas dolorosas recorrentes em muitos adultos, e pode ser severa em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Independentemente da severidade dos sintomas, herpes genital freqüentemente causa problemas psicológicos nas pessoas infectadas.
Adicionalmente, herpes genital pode causar infecção potencialmente fatal em bebês. É importante que a mulher evite contrair herpes durante a gravidez porque um primeiro episódio enquanto estiver grávida é de grande risco de transmissão para o bebê. Se a mulher tiver o herpes genital ativo durante o parto, geralmente opta-se pela cesariana. Afortunadamente, infecções de herpes passadas das mães para os bebês são raras.
Herpes pode ter influência na disseminação do HIV, o vírus que causa AIDS.
Herpes pode tornar a pessoa mais susceptível à infecção do HIV. Pessoas com herpes e HIV também têm maior probabilidade de transmitir o vírus da AIDS.
Tratamento :
Não há tratamento que cure herpes, porém medicamentos antivirais podem diminuir e prevenir as erupções. Adicionalmente, terapia diária de repressão ao herpes sintomático pode reduzir o risco de transmissão para o parceiro sexual.
Prevenção :
O método de prevenção mais seguro para evitar qualquer doença sexualmente transmissível, incluindo herpes genital, é abster-se de contato sexual ou ter um relacionamento monogâmico de longo prazo com um parceiro testado que sabe-se não estar infectado.
Ulceração pode acontecer nas áreas genitais de homens e mulheres não cobertas pelo preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativo de látex somente pode reduzir o risco de transmissão do herpes genital quando envolve toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não cobrir toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante proteção contra herpes genital.
Pessoas com herpes genital não devem ter relações sexuais com parceiros não infectados quando as lesões e outros sintomas estiverem presentes. É importante saber que mesmo que a pessoa não apresente sintomas ela ainda assim pode infectar seu parceiro sexual, desta forma ele deve ser alertado do risco. O parceiro sexual de uma pessoa com herpes genital pode procurar fazer teste de sangue para determinar se foi infectado.


A utilização de imunoterapia específica para Herpes Tipo 1 e 2 já existe.Apesar de uma inovação médica,os resultados são ótimos e os pacientes tiveram redução da frequência da sintomatologia e uma melhora do quadro clínico geral. Procure um Alergologista para maiores informações.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Hiperidrose

A transpiração excessiva também é chamada de hiperidrose ou hiper-hidrose.

ETIOLOGIA DA SUDORESE EXCESSIVA :

O suor excessivo é uma condição anormal de hiperatividade do Sistema Nervoso Simpático, regulada pelo Centro Sudomotor Cerebral, que estimula as glândulas sudoríparas de determinadas áreas do corpo.

FISIOPATOLOGIA :

O paciente com hiperidrose sua muito além da necessidade para a regulação da sua temperatura, e embora não se conheça exatamente o mecanismo ou as causas pelas quais isto ocorre, em alguns indivíduos o suor intenso nas mãos, nos pés, nas axilas ou na face torna-se incontrolável, acompanhado de rubor facial, sentimento de embaraço e, freqüentemente, de uma forte ânsia de escapar da situação que os originou.Todo este quadro caracteriza uma situação denominada "fobia social".Nestas ocasiões existe um aumento da atividade do sistema nervoso simpático, que faz parte do chamado sistema nervoso autônomo sobre o qual não temos controle.

OCORRÊNCIA NA POPULAÇÃO :

A hiperidrose se manifesta em geral na infância e adolescência, ocorre em cerca de 1% da população e, em algumas vezes, pode acometer vários membros de uma família.

PRINCIPAIS ÁREAS AFETADAS :

As áreas do corpo mais freqüentemente afetadas são as mãos (hiperidrose palmar), os pés (hiperidrose plantar), as axilas (hiperidrose axilar), a face e o couro cabeludo (hiperidrose craniofacial).Outras áreas no tronco também são comumente afetadas, com diferentes combinações de severidade e localização.

OS SINTOMAS :

A hiperidrose é constrangedora e desconfortável causando problemas no campo afetivo-pessoal e do convívio social.
As mãos molhadas pingam de suor e levam as pessoas a evitar os cumprimentos com apertos de mãos, a namorar, a manusear papéis, máquinas, equipamentos e computadores. Devido ao constrangimento das mãos suadas, necessitam enxugá-las freqüentemente e por vezes disfarçadamente.
Os pés quase sempre molhados acumulam sujeira e impossibilitam o uso de sandálias de salto alto e de dançar.
O (embaraço) constrangimento social é evidente quando as axilas molhadas de suor encharcam a camisa, a blusa o vestido e o paletó.
O desempenho de determinadas profissões torna-se difícil, principalmente aqueles que dependem de trabalhos manuais ou de uma boa apresentação social.
As oportunidades profissionais são perdidas ou recusadas.
O medo de viver essas situações pode levar a um isolamento progressivo, resultando inclusive em depressão.
As medidas objetivas da sudorese e do rubor facial são difíceis de serem quantificadas, portanto, a opção pelo tratamento cirúrgico depende inteiramente do desejo do paciente.

FATORES DESENCADEANTES :

A hiperidrose pode estar relacionada ao calor, emoções ou relacionamento social (estresse social), entretanto pode ocorrer de modo inesperado, ou seja, sem razão aparente.

TRATAMENTOS :

Em todo mundo já foram tentados inúmeros tratamentos não-cirúrgicos para a hiperidrose, mas todos de efeito temporário ou mesmo nulo. Apenas o procedimento cirúrgico é considerado definitivo.


APLICAÇÕES TÓPICAS :

Tratamentos dermatológicos com soluções ou cremes adstringentes aplicados nas mãos e axilas, podem ser eficientes em casos leves.Outras fórmulas anidróticas para uso tópico têm sido utilizadas sem o resultado satisfatório como o cloreto de alumínio, o formaldeído e seus derivados (glutaraldeído), e o bicarbonato de sódio.

MEDICAMENTOS :

As drogas que diminuem o suor são chamadas de anticolinérgicas.Às vezes, a redução da transpiração excessiva, apresenta efeitos colaterais desagradáveis, como boca seca e dificuldades visuais, o que impossibilita seu uso por longos períodos de tempo.Tratamentos homeopáticos, ortomoleculares ou alternativos são ineficazes.

INJEÇÕES INTRADÉRMICAS :

Injeções locais de "Botox" têm efeitos transitórios com duração de quatro a seis meses.O uso é limitado a áreas de pequena extensão, o que é raro na hiperidrose.São necessárias cerca de 50 aplicações (injeções) em cada mão e além disso, o produto é muito caro.

IONTOFORESE :

Uma pequena corrente elétrica denominada iontoforese eletrônica é aplicada com solução salina nas regiões afetadas. O tratamento é diário e prolongado, com resultados temporários ou insatisfatórios.

PSICOTERAPIAO :

Tratamento psicológico ou o uso de sedativos ansiolíticos podem auxiliar a reduzir o rubor facial e as fobias, mas agem muito pouco na hiperidrose. Em geral, esses indivíduos passam muito tempo procurando ajuda, muitas vezes sem encontrá-la de maneira correta.Como é comum confundir o problema com algo associado a um desequilíbrio emocional, perambulam em consultórios psicológicos, psiquiatras ou se submetem a variadas "simpatias".

RESSECÇÃO CIRÚRGICA DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS :

A ressecção ou lipoaspiração das glândulas sudoríparas sob a pele pode apresentar problemas de cicatrização.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Asma é sempre igual ?

Não, nem toda asma é igual!

A asma, também chamada de bronquite asmática, bronquite alérgica ou simplesmente bronquite, manifesta-se por crises de chiado, tosse e falta de ar.No entanto, a doença pode se modificar de acordo com a causa que está envolvida na provocação das crises. Por isso, pode assumir vários padrões clínicos, tais como:

- Asma por alergia a inalantes (ácaros): é o tipo mais freqüente. As crises em geral não são intensas, mas costumam ser repetidas ou até diárias, em especial nos meses de outono e inverno. Ocorre mais em pessoas alérgicas, sendo comum a associação com a Rinite. Em geral, há história de outros casos de alergia na família e os testes cutâneos são positivos para ácaros e para poeira domiciliar.

- Asma por alimentos: é mais comum em crianças pequenas, nos primeiros meses ou anos de vida, sendo o leite de vaca o mais freqüente provocador de crises. Em geral, ocorre muita secreção (catarro) tanto nos pulmões como nasal, com roncos e ruídos borbulhantes e poucos sibilos (chiados). Acompanha-se de sintomas gastrointestinais, como cólicas, vômitos, etc. melhora com a suspensão do leite e seus derivados da dieta infantil.

- Asma por infecção viral: pode ocorrer em lactentes e idosos, com crises intensas e graves. Gripes e resfriados são causas ou agravadores de crises de asma. Por isso é recomendada a vacina para gripe nas pessoas portadoras de alergia respiratória, em qualquer idade.

- Asma Mista: é aquela onde se associam fatores alérgicos (ácaros) e infecção causada por vírus nas vias respiratórias. As crises costumam ser fortes e graves.

- Asma por Sinusite: neste caso, a sinusite surge como uma complicação da rinite e atua como agente agravador da asma.

- Asma por medicamentos: Aspirina, Antinflamatórios e Analgésicos são os medicamentos mais implicados como causadores de crises de asma, sendo mais comum em adultos. Remédios para tratamento da hipertensão arterial também podem provocar crises, como é o caso dos betabloqueadores.Até mesmo colírios para tratar glaucoma que contém betabloqueadores são capazes de provocar asma. As crises são graves e respondem mal ao tratamento habitual.

- Asma por Refluxo: os sintomas são provocados pela presença de refluxo gastro-esofágico, sendo mais comum em crianças pequenas (em especial aquelas que usam mamadeira) e nos idosos. As crises ocorrem durante a noite, havendo relato de uma refeição volumosa no jantar ou de crianças que mamam deitadas ou que deitam logo após a mamada. A pessoa tende a acordar no meio da noite, com sensação de sufocação, tosse, falta de ar e chiado. Nem sempre os sintomas do refluxo (azia, dor na barriga, arrotos, enjôo ou vômito) estarão presentes.

- Asma por fatores emocionais: emoções fortes, estresse e fatores psicogênicos podem provocar crises em pessoas portadoras de asma. A própria asma provoca o fator emocional, por se tratar de doença sujeita a internações, atendimentos em emergência e sensação de morte. Contudo, a forma com que o fator emocional influencia na doença é muito individual. Em alguns casos poderá haver necessidade de tratamento psicológico especializado.

- Asma por mudança de tempo: frio e umidade são combinações que podem favorecer crises de asma em pessoas alérgicas, sendo o mais importante “gatilho” no inverno. Sabe-se que estas variações climáticas atuam sobre o sistema neurovegetativo provocando asma e rinite. Por outro lado, estas variações propiciam resfriados, que também são “gatilhos” de crises.

- Asma por alterações hormonais: são várias as situações onde os fatores hormonais podem provocar crises de asma: gravidez, menstruação, menopausa e ainda em períodos pré menstruais. Da mesma forma pode ocorrer em decorrência do uso de medicamentos para reposição hormonal e de anticoncepcionais.

- Asma profissional (ou ocupacional): neste caso as crises surgem relacionadas com ambiente e com o tipo de trabalho da pessoa.

- Asma por exercícios físicos: crises podem ser desencadeadas por esforço físico, sendo mais comum quando a atividade física é realizada em ambientes frios e secos.

- Asma por fatores irritantes: alguns fatores têm a capacidade de provocar irritação das vias respiratórias (fumaça, poluição, cheiros fortes) e provocar crises de asma. A fumaça do cigarro é a causa mais comum de irritação e piora da asma, em especial nas crianças que convivem com pais ou parentes fumantes.

Na realidade, os diferentes tipos de asma podem se misturar em uma mesma pessoa, dependendo do momento. Por exemplo, uma mulher portadora de asma pode engravidar e mudar o padrão da doença durante a gestação. Ou uma pessoa idosa pode estar com sua asma controlada e iniciar crises com o uso de um inocente colírio para tratar um glaucoma.

Mas, de todas as formas, o mais significativo padrão é a asma por alergia a ácaros (inalantes), que pode interferir com todos os outros tipos de asma.

Texto retirado do Blog da Alergia. Contando sempre com o apoio dos meus amigos e professores da Policlínica Geral do Rio de Janeiro

Proteção Solar / 10 Dicas


Aproveite o melhor do sol protegendo sua pele!
O sol é o principal responsável pelo envelhecimento da pele e pelo surgimento do câncer. Especialmente durante o verão, devido às férias, ficamos mais tempo ao ar livre e expostos ao sol, aumentando o risco de queimaduras solares. Exatamente nesta época, o ultravioleta B, principal causador do câncer da pele, apresenta maior intensidade, por isso, todos os cuidados devem ser tomados para evitar a ação danosa do sol.
Seguindo as orientações abaixo, você poderá aproveitar o melhor do sol protegendo sua pele:
1. Evite exposições prolongadas e repetidas ao sol. Queimaduras solares acumuladas durante a vida predispõem ao câncer da pele.
2. Evite se expor ao sol nos horários próximos ao meio-dia. O horário entre 10 e 16 horas tem grande incidência de raios ultra-violeta B, principais responsáveis pelo surgimento do câncer da pele. Procure a sombra neste período.
3. O bronzeamento ocorre gradativamente, após os primeiros dias de exposição. A pele leva 48 a 72 horas para produzir e liberar a melanina, pigmento que dá cor à pele. Portanto, não adianta querer se bronzear em um só dia. Ficar muito no sol não vai acelerar este processo. Você só vai se queimar e as queimaduras promovem danos irreversíveis para a pele.
4. Use sempre barracas de praia, bonés, viseiras ou chapéus. Cerca de 70% dos cânceres da pele ocorrem na face, proteja-a sempre. Não se esqueça de proteger os lábios e as orelhas. As barracas devem ser grossas, para bloquear bem a passagem do sol.
5. Aplique generosamente o filtro solar, 20 a 30 minutos antes de sair ao sol. Este é o tempo necessário para a estabilização do protetor solar na pele, de modo que sua ação ocorra com maior eficácia. Faça isso de preferência em casa, sem pressa. Lembre-se de reaplicar o filtro a cada 2 horas ou após mergulhar.
6. Use filtro solar com FPS 15 ou maior. FPS é a abreviação de Fator de Proteção Solar e significa que usando um filtro com fps=15 sua pele levará 15 vezes mais tempo para ficar vermelha do que sem proteção. Pessoas de pele muito clara ou que tenham sardas, devem usar filtros com FPS 25 ou maior para garantir uma melhor proteção.
7. Peles claras e pessoas ruivas exigem maiores cuidados, pois são mais propensas ao câncer da pele. Pessoas de pele muito clara raramente se bronzeiam, portanto não insista em querer se bronzear, você só vai se queimar e danificar sua pele.
8. Mormaço também queima. Não se engane. Mesmo nos dias nublados, até 80% da radiação ultravioleta pode atravessar as nuvens e chegar à Terra. Portanto, use filtros solares também nestes dias.
9. Filtro solar deve ser usado diariamente. Se você se expõe ao sol diariamente, mesmo que não seja na praia, use filtro solar nas áreas expostas para evitar o dano solar que se acumula durante os anos de vida.
10. A proteção das crianças é responsabilidade dos pais! Proteja as crianças e estimule os adolescentes a se protegerem. Este é um hábito que deve ser formado desde cedo. Cerca de 75% da exposição solar acumulada durante a vida ocorre até os 20 anos de idade, sendo muito importante a proteção solar nesta época da vida.

Dicas Úteis

Cuidados com a pele ressecada e/ou descamativa:

-não tome banhos muito quentes, eles retiram a oleosidade natural da pele.
-evite se ensaboar demais e não use bucha, isso retira a hidratação natural da pele. Prefira sabonetes suaves, "hidratantes".
-se tomar 2 banhos por dia, ensaboe o corpo todo em apenas 1 deles. No outro, só ensaboe as áreas de dobra de pele (axilas, regiões inguinais e nádegas).
-logo após o banho, com a pele ainda úmida, use um hidratante nas áreas ressecadas. Procure um dermatologista para saber qual o hidratante mais indicado para sua pele.
-beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras.

Cuidados com a pele oleosa:

-evite usar hidratantes nas áreas de pele oleosa, eles raramente são necessários. Mesmo se logo após o banho, a pele parece ressecada, em pouco tempo a oleosidade natural vai retornar.
-evite lavar a face com água quente, pois isso estimula a produção de mais oleosidade.
-evite alimentos gordurosos.
-beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras.
-só use filtros solares ou cosméticos com o rótulo oil free (sem óleo).
-se, além de oleosa, a pele descama ou fica avermelhada ou com coceira, procure um dermatologista, você pode estar com dermatite seborréica.

Cuidados com os cabelos oleosos:

-evite usar condicionadores próximo à raiz dos cabelos ou xampus que contenham condicionadores na sua fórmula (2 em 1).
-evite lavar a cabeça com água quente.
-evite alimentos gordurosos e bebida alcoólica.
-beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras.
-cuidado com o estresse, ele pode aumentar a produção de oleosidade.
-se além da oleosidade tem caspa e coceira, pode ser a dermatite seborréica. Neste caso, procure um dermatologista para o correto diagnóstico e tratamento.

Cuidados com os cabelos ressecados e com pontas duplas:

-use condicionadores após o xampu.
-use regeneradores de pontas após o banho.
-evite pentear frequentemente os cabelos.
-evite fazer escova.
-evite o calor intenso dos secadores.

Cuidados com as unhas:

-não corte as unhas até o "sabugo", deixe sempre uma pequena porção da borda livre.
-não corte as unhas dos pés pelos cantos, isso evitará que elas encravem.
-não retire ou afaste as cutículas, elas protegem a matriz ungueal da ação de substâncias químicas e/ou microorganismos.
-evite usar endurecedores de unha, eles podem causar ressecamento e manchas.
-evite deixar as mãos úmidas por muito tempo. A umidade excessiva favorece o surgimento de micoses como o "unheiro".
-deixar de usar esmaltes durante 1 semana por mês, usando um hidratante com uréia neste período, ajuda a evitar o ressecamento e desfolhamento das unhas.
-qualquer alteração como bordas desfolhando ou quebrando, manchas, descolamento ou espessamento da unha, procure um dermatologista para o correto diagnóstico e tratamento.

Como evitar o envelhecimento e o câncer da pele?

A exposição prolongada e repetida da pele ao sol causa o envelhecimento cutâneo além de predispor a pele ao surgimento do câncer. Tomando-se certos cuidados, os efeitos danosos do sol podem ser atenuados. Aprenda a seguir como proteger sua pele da radiação solar.

-use sempre um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 15, aplicando-o generosamente pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e sempre reaplicando-o após mergulhar ou transpiração excessiva.
-use chapéus e barracas grossas, que bloqueiem ao máximo a passagem do sol. Mesmo assim use o filtro solar pois parte da radiação ultra-violeta reflete-se na areia atingindo a sua pele.
-evite o sol no período entre 10 e 15 horas.
-a grande maioria dos cânceres de pele localizam-se na face, proteja-a sempre. Não esqueça de proteger os lábios e orelhas, locais comumente afetados pela doença.
-procure um dermatologista se existem manchas na sua pele que estão se modificando, formam "cascas" na superfície, sangram com facilidade ou feridas que não cicatrizam.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Esclerodermia

É uma doença auto-imune (o próprio organismo agredindo suas estruturas) na qual ocorre o endurecimento da pele, que se torna espessada, lisa e sem elasticidade. O nome esclerodermia deriva-se do grego, que significa “pele dura”. Existem variedades que acometem somente a pele e uma forma que acomete a pele, vasos sanguíneos e órgãos internos.


Manifestações clínicas :

A esclerodermia pode se manifestar de mais de uma forma. Os tipos que apresentam somente alterações cutâneas recebem denominações de acordo com o formato e extensão das lesões. As lesões formam áreas de pele endurecida, de superfície lisa, sem pêlos e cor de marfim.

Localizam-se no tronco, nos membros superiores ou nos membros inferiores. Podem se manifestar das seguintes formas:
*em gotas: as lesões são bem pequenas, do tamanho de gotas.
*em placas ou morfea: as lesões são maiores, arredondadas ou ovais.
*linear ou em faixa: as lesões são alongadas e unilaterais. A esclerodermia linear que ocorre na fronte e couro cabeludo é conhecida como esclerodermia “em golpe de sabre” devido à descrição histórica da semelhança com a cicatriz de um ferimento provocado por um sabre.
*segmentar: também é unilateral, porém áreas maiores são acometidas. A pele fica aderida às estruturas profundas, com comprometimento do músculo, provocando deformidade na região afetada, que pode ser a face, membros superiores ou inferiores.
*generalizada: cursa com diversas lesões distríbuidas pela pele.

O tipo que acomete a pele e órgãos internos é conhecido como Esclerose Sistêmica Progressiva. Além do endurecimento difuso da pele ocorrem alterações dos vasos sanguíneos, dos músculos, das articulações, do tubo gastro-intestinal, do coração, dos pulmões e dos rins. O endurecimento progressivo da pele pode levar à dificuldade de realizar movimentos simples, como fechar as mãos ou dobrar os braços.

Uma manifestação clínica bastante característica desse tipo é a coloração violácea que ocorre nas mãos e nos pés, devido a diminuição da irrigação sanguínea, conhecida como Fenômeno de Raynaud.

Tratamento :

O tratamento das formas restritas à pele é realizado com a aplicação de medicamentos locais através de massagens ou infiltrações. Nas formas que apresentam deformidades é importante a fisioterapia para evitar o comprometimento dos movimentos. Nas formas generalizadas são necessários medicamentos orais.

A Esclerose Sistêmica Progressiva geralmente é tratada pelo reumatologista ou clínico geral devido ao envolvimento dos órgãos internos. São empregados medicamentos de uso interno, que podem acarretar efeitos colaterais importantes e que exigem um médico com experiência no seu uso.

Para evitar o Fenômeno de Raynaud deve-se manter as extremidades aquecidas com luvas e meias e evitar lavar as mãos com água fria.

Ictiose Vulgar

Doença de origem genética (genodermatose) que tem como característica principal o ressecamento e a descamação da pele.

As manifestações costumam aparecer após o nascimento, geralmente no primeiro ano de vida. Pode apresentar-se apenas com ressecamento da pele e descamação fina ou com intensa descamação, formando escamas grandes, de aspecto geométrico.

As áreas mais atingidas são os membros, podendo atingir também face e couro cabeludo. As palmas das mãos e as plantas dos pés podem estar espessadas (hiperceratose), com acentuação dos sulcos. As áreas de dobra de pele (joelhos, cotovelos...) geralmente são poupadas. Pode haver a formação de ceratose folicular (pontos espessados nas aberturas dos folículos pilosos) em algumas regiões.

A doença tende a regredir ou diminuir os sintomas com o passar dos anos.

Tratamento :

Por ser uma doença genética, não existe um tratamento que a elimine definitivamente. O objetivo é combater o ressecamento da pele. O frio intenso é prejudicial e deve ser evitado. Os banhos devem ser mornos e deve-se evitar o uso excessivo de sabões. Hidratantes potentes devem ser utilizados logo após o banho, de modo a reter a umidade da pele e a indicação do tipo mais adequado deve ser feita por um médico dermatologista.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Alergia aos anestésicos

Anestesia consiste no uso de medicamentos com objetivo de bloquear a dor durante um procedimento, sendo amplamente utilizada, desde pequenos curativos, exames diagnósticos, extrações dentárias, partos, até grandes cirurgias.

Existem diversos tipos de anestesia:
Local: usada em procedimentos menores e aplicada diretamente no local que será tratado.
Geral: usado para cirurgias e procedimentos maiores, onde o paciente é mantido inconsciente, ou seja, todo seu corpo fica anestesiado.
Peridural ou raquianestesia: neste caso é feito um bloqueio da dor do abdome até os membros inferiores.

A alergia aos anestésicos não é tão freqüente como parece. Estatísticas apontam para um caso de complicação específica da anestesia para cada 10 mil cirurgias (não incluindo urgências e emergências). No entanto, é comum que uma pessoa sinta receio e temor ao saber que necessita usar algum tipo de anestesia. È importante ressaltar que diariamente milhares de anestesias são aplicadas com total segurança. Entretanto, infelizmente, os dados que chegam às páginas dos jornais e à mídia se resumem aos insucessos, induzindo a falsa idéia de que estes são predominantes.

O médico anestesista não apenas administra os medicamentos, mas acompanha as funções vitais e a evolução de cada paciente durante o ato anestésico, o que torna o procedimento seguro. A visita pré anestésica permite que o profissional avalie cada pessoa e tenha conhecimento de suas características individuais. È importante referir ao anestesista se é portador algum tipo de alergia ou de outras doenças e se utiliza algum medicamento que pode interferir com a anestesia. Pessoas que já tiveram reações anteriores ou que tiverem dúvidas quanto à possibilidade de uma reação ao anestésico, devem comunicar estes fatos ao anestesista para que ele possa fazer a escolha adequada.

Ressalta-se que analgésicos são diferentes e tem atuação independente no organismo. Por isso, não significa que as pessoas portadoras de reações com analgésicos e antinflamatórios terão mais chance de ter reação também com anestésicos. Mesmo assim, estas reações devem ser relatadas ao médico a fim de que se evite o uso no pós-operatório.


Reação aos anestésicos gerais

Os principais anestésicos gerais são:
- Parenterais: tiopental, tiamilal, etomidato, propofol, cetamina
- Inalatórios: podendo ser gasosos (óxido nitroso ou protóxido de nitrogênio ou protóxido de azoto) ou ainda sob forma de líquidos voláteis (hidrocarbonetos halogenados: halotano, enflurano, isoflurano, sevoflurano).

A anestesia geral é um método seguro mas pode se acompanhar de reações alérgicas, em geral de pequena monta. Eventualmente pode surgir uma reação anafilática. Numa anestesia geral, o paciente está sob o efeito não apenas do anestésico propriamente dito, mas também de outros medicamentos que auxiliam na sedação e no efeito da anestesia. Citam-se como exemplos: anti-sépticos, analgésicos, expansores plasmáticos, sangue e derivados, etc.

Reações alérgicas e pseudo alérgicas podem ocorrer. Nem sempre é fácil determinar a causa porque são administradas muitas drogas de maneira simultânea. Observa-se que os medicamentos pré-anestésicos e os relaxantes musculares são causas freqüentes de reações alérgicas na anestesia geral.

Reações alérgicas aos anestésicos são menos comuns nas crianças (primeira década de vida) e após os 70 anos. Verifica-se maior incidência de reações aos relaxantes musculares em mulheres, provavelmente por reação cruzada a um radical encontrado tanto nos relaxantes como em alguns cosméticos.

Pessoas portadoras de alergia ao látex poderão ter reações adversas no momento da cirurgia, já que produtos contendo estas substâncias são muito comuns em ambientes hospitalares, em especial nas salas de cirurgia.

Em caso de ocorrência de reações alérgicas à anestesia, é importante que se procure um médico especialista em Alergia, para que possa analisar a história do paciente de forma minuciosa e indicar a conduta mais adequada para cada caso.

Reação aos anestésicos locais

Os principais anestésicos locais pertencem a dois grupos de substâncias:
1. Grupo Amida: é o grupo mais utilizado: lidocaina (xilocaína), bupivacaína, levobupivacaína, prilocaína, ropivacaína.
2. Grupo Éster: tetracaína, benzocaína, procaína (novocaína).

As reações aos anestésicos locais são mais freqüentes e podem ser de 3 tipos:

- Reações vaso-vagais: sudorese, mal estar, taquicardia, desmaios. Resultam de reação nero-vegetativa derivada do medo, ansiedade ou pânico.
- Reações tóxicas: resultam de uma injeção de quantidade excessiva do anestésico ou por introdução acidental nos vasos sanguíneos da região anestesiada. Estas constituem a maioria das reações descritas, não tendo mecanismo alérgico. Podem provocar desde reações discretas como outras de maior gravidade.
- Reações alérgicas: são mais raras (cerca de 1%), mas podem ser intensas e graves.
- Dermatite de Contato Alérgica: são formas mais freqüentes e benignas, resultantes da aplicação na pele dos anestésicos sob forma de cremes, pomadas e soluções. No paciente sensibilizado, um ou dois dias após a aplicação surge uma reação de eczema (vermelhidão, coceira, vesículas).

As reações alérgicas aos anestésicos locais podem ser prevenidas através da avaliação clínica e análise do episódio anterior, seguida da realização de teste cutâneo com o anestésico alternativo. Em geral utiliza-se a lidocaína como teste em função de sua utilização e baixa incidência de reações.

Ceratose actínica (ceratose solar)

As ceratoses actínicas são lesões que surgem nas áreas da pele continuamente expostas ao sol e é resultado do efeito acumulativo da radiação ultra-violeta do sol sobre a pele durante toda a vida. As pessoas de pele clara e idade avançada são mais afetadas. A doença não é, entretanto, privilégio de idosos, aparecendo também em pessoas de meia idade que se expuseram de forma intensa e repetida ao sol.

As ceratoses solares estão incluídas entre as dermatoses pré-malignas pois podem, eventualmente, se transformar em um câncer da pele.

As lesões aparecem principalmente na face, couro cabeludo (homens calvos) e dorso dos braços e das mãos. Podem ter vários aspectos: avermelhadas e descamativas, manchas de cor escura discretamente elevadas e rugosas ou lesões ásperas, bastante elevadas e endurecidas.


O número de lesões varia muito podendo ser desde lesão única até áreas de pele completamente recobertas por ceratoses. As escamas endurecidas que recobrem as ceratoses podem se soltar devido a traumatismos mas voltam a se formar.

Quando ocorre a transformação em câncer da pele, as ceratoses tornam-se mais elevadas, pode haver vermelhidão na sua base e sangram com facilidade a pequenos traumatismos.

Tratamento :

Devido ao fato de serem lesões pré-cancerosas as ceratoses actínicas devem ser tratadas. O tratamento é feito através da destruição das ceratoses pela cauterização química, eletrocoagulação ou crioterapia com nitrogênio líquido, devendo ser realizado por um médico dermatologista após a avaliação de cada caso.

Ceratose folicular ou pilar

Manifestação frequente devido a uma alteração da última camada da pele que forma "rolhas" nas aberturas dos folículos pilosos. Geralmente surge na infância e há uma tendência familiar. A causa é genética, mas hábitos como os de usar roupas justas podem agravar o quadro.

As áreas mais frequentemente acometidas são a parte externa dos braços (principalmente) e das coxas. A doença se manifesta pela formação de "bolinhas" endurecidas nas aberturas dos poros, que deixam a pele áspera. As "rolhas" causam a retenção da secreção sebácea podendo formar lesões semelhantes a espinhas que, algumas vezes, podem inflamar e deixar manchas escuras residuais.


Tratamento :

Não existe uma forma de se acabar definitivamente com a doença, mas medicações de uso local, sob a forma de loção, creme ou gel, controlam bem o quadro e devem ser usadas continuamente, mesmo quando se obtiver melhora, para manutenção do resultado.

Deve-se evitar o uso de roupas apertadas, tecidos sintéticos e de produtos gordurosos nos locais afetados. As manchas escuras tendem a diminuir com o controle da doença e podem obter melhora com o uso de despigmentantes indicados pelo médico dermatologista.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Alergia à Picada de Inseto 2

Sempre que um inseto pica a nossa pele para sugar nosso sangue, um pouco da sua saliva e de algumas substâncias (como anticoagulantes) entram em contato com o nosso organismo e portanto com os nossos mecanismos de defesa. Ocorre então, em resposta à este contato, a liberação de algumas substâncias que promovem o inchaço, vermelhidão e coceira no local (entre elas, a mais conhecida é a histamina). A quantidade liberada relaciona-se à susceptibilidade individual e ao tipo de inseto que picou; alguns insetos como borrachudos, por exemplo, costumam promover uma maior reação alérgica local à picada. Outros insetos, como abelhas e vespas, podem inocular substâncias que provocam fortes reações e causam muita dor no local da picada.

A alergia à picada de insetos que é mais comum é aquela que ocorre nas crianças pequenas, caracterizada pelo aparecimento de "bolinhas" vermelhas pelo corpo da criança, normalmente próximas ao local de uma picada de inseto. Este tipo de alergia, chamado Estrófulo, é totalmente benigno mas pode causar incômodo pela coceira que provoca. Pode ocorrer ainda a infecção de pele como complicação da coçadura mais insistente, que produz machucados na pele. Cobrir a pele o máximo possível, com roupas, nos locais onde se sabe haver grande incidência de pernilongos, formigas, etc.


A reação de uma picada de inseto varia entre pessoas. Uma reação normal se trata de um pouco de dor, a pele fica um pouco inchada e vermelha ao redor da picada. Simplesmente desinfete a área da picada, lavando com água e sabão, e coloque um pouco de gelo para reduzir inchaço. Algumas vezes o inchaço pode ter o dobro do tamanho dependendo em que parte do corpo a picada ocorreu. Um exemplo: se a picada for na área sensível do antebraço, o inchaço e a dor será maior. Mesmo sendo a aparência mais alarmante, o tratamento é o mesmo. Mas porque esta condição talvez persistirá por mais de dois ou três dias, anti-histamínicos e corticosteróides são dados por um médico para diminuir o desconforto.Abelhas picam deixando um ferrão na pele de suas vítimas. Se isto acontecer com você, não a puxe com as unhas ou qualquer instrumento, pois isto levara a que mais do veneno do ferrão seja injetado dentro da pele. Pegue uma toalha ou sua camisa e passe com força sobre o ferrão e lave a área com água e sabão. Bolhas de pus são muito comuns de 8 à 24 horas após uma picada de formiga. Para não permitir uma infecção bacteriana, não fure a bolha de pus, mesmo sendo tão desconfortável. Também furando estas bolhas podem causar cicatrizes na pele. Vários cremes de corticosteroides ou antihistaminicos orais são muito eficientes.

Uma reação alérgica de uma picada de inseto e extremamente perigosa, e exige atenção médica imediata. Sintomas de uma reação alérgica incluem um ou mais dos seguintes:
Manchas, coceiras, e inchaços em outras áreas do corpo além da área picada pelo inseto.
Aperto no peito, e dificuldades para respirar.
Mudança na voz.
Inchaço da língua.
Uma reação anafilática, pode ocorre minutos após uma picada. É um caso de vida ou morte.
Como sintomas de uma reação anafilática, temos:Tonteira.Baixa de pressão sangüínea.Desmaio.Parada cardíaca.
Pessoas que tiveram uma reação alérgica a uma picada de um inseto, tem 60 por cento de chance de terem a mesma reação alérgica ou até pior, se forem picados novamente.
As reações anafiláticas são tratadas em duas etapas.
* Primeiro: um tratamento de emergência dos sintomas com o uso de drogas, como adrenalina, anti-histaminicos, corticosteróides, fluídos intravenosos, oxigênio, e outros tratamentos. Quando o paciente estiver estabilizado, deverá ficar uma noite no hospital sob observação.
* Segundo: um tratamento chamado Imunoterapia, deverá ser usado para prevenção de recorrências.
Um remédio chamado adrenalina é levado para onde o paciente for, para que se a reação ocorrer novamente, esta pessoa esteja preparada para retardar o início dos sintomas, dando mais tempo para conseguir atenção médica qualificada, prevenindo com isso reações fatais.

Imunoterapia :

É um tratamento de longo prazo, com vacinas administradas por um alergista e imunologista, para prevenção de futuras reações alérgicas a picadas de insetos.A Imunoterapia envolve a administração de uma pequena quantidade do veneno, para estimular o sistema imunológico do paciente, reduzindo o risco de reações alérgicas em exposições subseqüentes. Em semanas ou meses, pessoas que estavam em constante perigo de reações alérgicas a picadas de insetos, podem voltar a uma vida normal, graças a Imunoterapia.Peça a seu médico para te referir a um Alergista e Imunologista, que é um especialista em diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas. Baseando em seu histórico médico, e alguns testes, o Alergista determinará se você é um candidato a imunoterapia.

Prevenção :

Sabendo como prevenir picadas de insetos, levará ao maior aproveitamento do verão. A maioria dos insetos estão mais ativos no verão, e o início do outono. Tenha cuidado com os lixos que estão na rua, piqueniques, florestas, e tente reduzir o máximo possível, o estar com a pele descoberta quando estiver em lugares onde insetos estão ativos.

Recomendações :

Evite o uso de sandalhas em gramados. Muitas insetos habitam no gramado.
Nunca faça nenhum movimento brusco quando um inseto estiver em você. Espere com paciência até que o inseto saia.
Nunca beba de uma garrafa aberta na rua, pois os insetos são atraídos pela bebida doce.
Quando estiver comendo na rua, cubra a comida em todos os momentos.
Sempre lacre os lixos .
Evite o uso de perfumes, desodorantes, e qualquer outro aroma doce no verão, e no início do outono.
Evite o uso de roupas muito coloridas.
Tenha muito cuidado quando estiver trabalhando em seu quintal.
Use redes nas janelas da casa, e sempre fique com as janelas do carro fechadas.
Esteja preparado com remédios para o uso contra reações alérgicas.
Se você já teve uma reação alérgica a uma picada de inseto, por favor veja um Alergista e Imunologista

Ceratose Seborréica

A ceratose seborréica é um tumor benigno da pele. Aparece principalmente a partir da meia idade sendo bastante frequente em pessoas idosas. A formação das lesões deve-se a uma tendência genética.


As lesões aparecem principalmente na face e no tronco. São arredondadas ou ovalares, de coloração marrom ou negra. Inicialmente planas, tornam-se elevadas e podem adquirir grande dimensão. Sua superfície é irregular e sua consistência é mole e friável (alguns pedaços da lesão soltam-se com facilidade), de aspecto verrucoso. O número de lesões pode variar de poucas a centenas.

Tratamento :

O tratamento não é obrigatório pois as ceratoses seborréicas são lesões benignas, mas pode ser feito através da destruição pela cauterização química, eletrocoagulação ou criocirurgia com nitrogênio líquido, devendo ser realizado por um médico dermatologista.

Úlcera Venosa ou Úlcera de Estase

Ferida que surge nas pernas e/ou pés em consequência da dificuldade do sangue voltar para o coração. Tal dificuldade surge por uma incompetência das veias das pernas em levar o sangue para cima. A doença está relacionada, principalmente, a uma tendência genética.
Entretanto, esta dificuldade irá se manifestar mais precocemente em indivíduos sedentários, obesos ou que permanecem longos períodos em pé ou sentados. É também muito frequente em trabalhadores da aviação.

As úlceras são feridas abertas e fundas nos membros inferiores, em geral pouco dolorosas, que demoram muito para cicatrizar. Localizam-se preferencialmente sobre os ossos dos tornozelos e costumam surgir após leves traumatismos. Forma-se uma pequena ferida que não cicatriza e vai gradativamente aumentando de tamanho.

Comumente estão acompanhadas de varizes, inchaço e manchas marrons nas pernas. Pode haver inflamação, com vermelhidão e presença de secreção purulenta (pus).
Também é comum existirem áreas de alergia ao redor das feridas. É o eczema de estase, que forma placas avermelhadas, descamativas e com coceira.




Tratamento :

O mais importante são as medidas gerais. Procurar movimentar as pernas e pés o máximo possível é fundamental. O simples movimento de contrair os dedos dos pés repetidamente ajuda muito a fazer o sangue fluir perna acima. Atividades físicas como caminhar, pedalar e nadar são excelentes. A musculação não está indicada.

O uso de meias elásticas é outra medida de grande importância. Estas devem ser calçadas ao acordar, de preferência antes de sair da cama. Antes de dormir, elas devem ser removidas. Existem vários tipos de meias elásticas. A de compressão suave ajuda muito pouco e é recomendada apenas como "adaptação" para as de média e forte compressão. Meias elásticas não podem ser utilizadas sem indicação médica. Alguns tipos de úlceras das pernas, como as úlceras hipertensivas, podem se agravar com o uso delas.

É importante permanecer o máximo de tempo possível com as pernas elevadas. Utilizar uma almofada abaixo dos calcanhares quando for se deitar, ler ou assistir televisão, é uma ótima medida. Esta elevação não precisa ser exagerada. Basta estar acima do nível do coração.

A maior parte das pessoas irá melhorar apenas com estas medidas. Curativos são úteis e devem ser orientados pelo médico. Hoje em dia existem várias opções de curativos que muito aceleram a cicatrização destas úlceras, se as medidas gerais forem rigorosamente cumpridas.

Apesar de cremes antibióticos ainda serem regularmente prescritos por muitos médicos, estes estão cada vez mais caindo em desuso pela resistência bacteriana que causam e pelos estudos não evidenciarem benefícios com eles. Antibióticos orais só devem ser receitados em casos de infecção comprovada ou forte suspeita. Erisipela é frequente nestes pacientes. É um quadro grave que deve ser tratado com antibióticos sistêmicos o mais rapidamente possível.


Medicamentos vasodilatadores periféricos podem ser utilizados, porém com resultados variados. Remédios que visam "afinar" o sangue também podem ser úteis.

Em resumo, o combate à obesidade e ao sedentarismo, o uso de meias elásticas, quando indicado, e as medidas gerais como um todo são as principais armas para o combate das úlceras venosa.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Erisipela

Erisipela é um processo infeccioso cutâneo, podendo atingir a gordura do tecido celular subcutâneo, causado por uma bactéria que se propaga pelos vasos linfáticos. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nos diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação venosa dos membros inferiores. Não é contagiosa.


A erisipela ocorre porque uma bactéria (um Estreptococo) penetra numa pele favorável à sua sobrevivência e reprodução. A porta de entrada quase sempre é uma micose interdigital (as famosas “frieiras”), mas qualquer ferimento pode desencadear o mal. A pele mais favorável é a das pernas inchadas, principalmente nos pacientes diabéticos, obesos e idosos.

Os primeiros sintomas podem ser aqueles comuns a qualquer infecção: calafrios, febre alta, astenia, cefaléia, mal-estar, náuseas e vômitos. As alterações da pele podem se apresentar rapidamente e variam desde um simples vermelhidão, dor e edema (inchaço) até a formação de bolhas e feridas por necrose (morte das células) da pele.A localização mais freqüente é nos membros inferiores, na região acima dos tornozelos, mas pode ocorrer em outras regiões como face e tronco. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente. Com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas de conteúdo amarelado ou achocolatado e, por fim, a necrose da pele. É comum o paciente queixar-se de “íngua” (aumento dos gânglios linfáticos na virilha).

O diagnóstico é feito apenas pelo exame clínico, analisando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Não há necessidade de nenhum exame de sangue ou de outro exame especial da circulação, a não ser para acompanhar a evolução do paciente.
Quando o paciente é tratado logo no início da doença, as complicações não são tão evidentes ou graves. No entanto, os casos não tratados a tempo podem progredir com abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias.A seqüela mais comum é o linfedema, que é o edema persistente e duro (não forma uma depressão na pele quando submetido à compressão com os dedos), localizado principalmente na perna e no tornozelo, resultante dos surtos repetidos de erisipela.
TRATAMENTO :
O tratamento consta de várias medidas realizadas ao mesmo tempo e só deve ser administrado pelo médico:
1 – Uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria causadora.
2 – Redução do inchaço, fazendo repouso absoluto com as pernas elevadas, principalmente na fase inicial. Pode ser necessário o enfaixamento da perna para diminuir o edema mais rapidamente.
3 – Fechamento da porta de entrada da bactéria, tratando as lesões de pele e as frieiras.
4 – Limpeza adequada da pele, eliminando o ambiente adequado para o crescimento das bactérias.
5 – Uso de medicação de apoio, como antiinflamatórios, antifebris, analgésicos e outras que atuam na circulação linfática e venosa.
PREVENÇÃO :
As crises repetidas de erisipela podem ser evitadas através de cuidados higiênicos locais, mantendo os espaços entre os dedos sempre bem limpos e secos, tratando adequadamente as frieiras, evitando e tratando os ferimentos das pernas e tentando manter as pernas desinchadas.Deve-se evitar engordar, bem como permanecer muito tempo parado, em pé ou sentado.O uso constante de meia elástica é uma grande arma no combate ao inchaço, bem como fazer repouso com as pernas elevadas sempre que possível.Procurar um especialista quando apresentar qualquer dos sintomas iniciais da doença, relatados anteriormente.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Alergia a Camarão


A alergia ao camarão e aos frutos do mar é mais comum nos adultos e pode se manifestar de formas variadas, desde uma simples coceira até quadros de emergência como o caso retratado na novela.
A reação alérgica ocorre porque o organismo reage ao alimento com produção de um anticorpo, chamado de imunoglobulina E (IgE), que ataca uma proteína contida nele, originando os sintomas da alergia, em minutos ou em algumas horas após a ingestão do alimento.
A maior parte destas reações a camarão tende a ser leve ou moderada, sendo os sintomas mais comuns a coceira, placas vermelhas na pele, mal estar, inchação em olhos, lábios, boca, garganta. Em alguns casos mais raros, pode evoluir de forma grave surgindo uma reação extrema chamada de anafilaxia (popularmente conhecida como choque anafilático), que envolve diversos sistemas do organismo: circulatório, respiratório, imunológico, resultando numa reação grave e necessitando de atendimento de emergência. Neste caso, a pessoa pode apresentar urticária, vermelhidão na pele, chiado no peito e cansaço, tosse, espirro, náusea, dor abdominal, vômitos e coceira no corpo, dificuldade para respirar, queda na pressão arterial, podendo ameaçar a vida.

O camarão é um pequeno crustáceo aquático que pode ser marinho ou de água doce e pertence à ordem Decapoda, à qual pertencem também as lagostas e os caranguejos. Segundo o Wikipédia, a maioria dos crustáceos são organismos marinhos, como as lagostas, camarões e as cracas e percebes, tatuís ou Emerita brasiliensis (que vivem enterrados nas areias das praias do Brasil), os siris e os caranguejos, mas também existem crustáceos de água doce, como a pulga da água (Daphnia) e o camarão do Rio São Francisco no estado da Bahia(Brasil)e mesmo crustáceos terrestres como o bicho-da-conta e o tatuzinho de jardim que habita as terras brasileiras. Existem ainda várias outras espécies de crustáceos aquáticos que têm no seu nome a palavra camarão, mas pertencem a grupos diferentes, tais como os camarões-de-concha (ordem Conchostraca) e os camarões-girinos (ordem Notostraca). Por outro lado, os camarões comerciais são também conhecidos por outros nomes, tais como gamba ou lagostim (os de grandes dimensões, como o "camarão-tigre-gigante", Penaeus monodon, que pode atingir cerca de 35 cm de comprimento e um peso de cerca de 500 g – que são as dimensões médias dos verdadeiros lagostins).
Diagnóstico:
Se uma pessoa tem suspeita de ser alérgica a camarão deve procurar um médico especialista em Alergia que irá analisar sua história clínica, a reação apresentada e realizará testes para comprovar o diagnóstico.
Os testes são realizados pelo especialista utilizando bateria padronizada de alimentos por método de puntura realizado no antebraço e o resultado é imediato, após 15 a 20 minutos. A resposta positiva indica a presença da IgE (imunoglobulina E) para o alimento.Em algumas pessoas, pode-se utilizar também a dosagem da IgE específica para camarão feita no sangue e realizada em laboratórios especializados.
Considerações sobre a alergia a camarão :
- A alergia ao camarão não surge no primeiro contato e por isso, a pessoa pode ingerir o alimento por diversas vezes antes de apresentar a alergia.
- Quem manifesta alergia a camarão, tende a fazer também para outros crustáceos e por isso deve evitar não só o camarão como também siri, lagosta, mariscos, entre outros. Em geral, não há problema na ingestão de peixes.
- Algumas pessoas são muito sensíveis e reagem mesmo com pequenas quantidades do alimento ou até à simples inalação durante o cozimento.
- A presença de alergia a camarão não significa que obrigatoriamente a pessoa terá alergia ao iodo.
- A Quitosana é um produto usado para emagrecimento, obtido através do exoesqueleto de crustáceos como camarão, caranguejo e lagosta e não deve ser usada sem orientação médica em pacientes sensíveis ao camarão.
- A tropomiosina (proteína do camarão) pode ser encontrada em ácaros e em baratas. Por isso, pode ocorrer uma reatividade cruzada entre ácaros, baratas e camarão.
- Algumas reações catalogadas como reações alérgicas a peixes e mais raramente ao camarão devem ser diferenciadas da reação alérgica ao Anisakis simplex, um parasita de mamíferos do mar. O homem ao adquirir a larva deste parasita através da ingestão de peixes crus ou mal cozidos pode apresentar sintomas gastrointestinais. Entretanto, são descritos casos de alergia com surgimento de urticária e até anafilaxia. Nestes casos, apesar da história de reação alérgica após a ingestão de peixe, os testes são negativos e a IgE específica para peixe não é detectada.
Tratamento:
Como não há um medicamento que atue neste processo, o tratamento consiste no afastamento do alimento. Desta forma, o paciente deve evitar a ingestão de camarão e alimentos sob qualquer forma e em qualquer quantidade.

Melanose Solar ( "Mancha Senil" )

Mancha Senil é uma mancha solar que,na verdade, estas manchas não são provocadas pela idade e sim pelo dano causado pelo sol ao longo dos anos. Como o resultado da ação do sol só vai aparecer com o passar do tempo, as melanoses solares são mais comuns em pessoas de idade. Daí o nome "mancha senil


Basta olhar a pele da região das axilas ou a parte interna dos braços, que ficam protegidas do sol, e ver que, apesar de terem a "mesma idade" que a pele afetada pela melanose solar, ali não se encontram as manchas.

As melanoses solares são manchas escuras, de coloração castanho a marrom, geralmente pequeninas mas que podem chegar a alguns centímetros de tamanho. Elas surgem apenas nas áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. São mais frequentes em pessoas de pele clara.


O dano solar acumulado ao longo dos anos induz ao aumento do número de melanócitos (célula que produz o pigmento que dá cor à pele) e da sua atividade, produzindo mais melanina e escurecendo a pele.

Prevenção e tratamento:

O ideal é a prevenção do surgimento das manchas, que deve ser feita através do uso de proteção solar nas áreas continuamente expostas ao sol, onde as manchas se manifestam. Não é apenas o sol da praia ou piscina, mas também o sol do dia a dia, que paulatinamente vai danificando as células que, no futuro, vão sofrer alterações e dar origem às manchas.

O tratamento pode ser feito de várias maneiras, como a cauterização química, a criocirurgia, a dermoabrasão, os peelings químicos e o uso do laser. Os resultados costumam ser bons, desde que a técnica seja empregada de forma adequada. O exagero na aplicação pode deixar manchas claras ou até mesmo cicatrizes residuais. O profissional treinado para estes tratamentos é o médico dermatologista.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sinusite


A palavra sinusite significa inflamação (“ite”) dos seios da face (“sinus”). É uma doença comum, tanto em crianças como em adultos, podendo ser causada por diversos mecanismos: infecciosos, alérgicos, etc. Dados estatísticos afirmam que em cada 100 pacientes que sofrem de rinite alérgica, cerca de 70 têm ou virão a ter também sinusite alérgica. A sinusite é portanto uma complicação comum da rinite alérgica e o termo Rinossinusite alérgica é atualmente mais empregado, pois explica melhor esta íntima relação.

A sinusite é chamada de aguda quando é de início recente (cerca de 4 semanas) e de sinusite crônica, quando é antiga e já persiste há mais de 12 semanas. A sinusite pode se repetir em diversas ocasiões e neste caso é chamada de sinusite recorrente.

A cavidade nasal é constituída por vários ossos do crânio e da face, dispostos lado a lado.
Os ossos:
-frontal (na testa), maxilares (na região das bochechas, à direita e à
esquerda) e o osso esfenóide são ocos e suas cavidades são chamadas de seios da face
ou seios paranasais: seios frontais, seios maxilares e seios esfenoidais.
O osso etmóide também faz parte deste conjunto, possuindo pequenas escavações chamadas células etmoidais.

Os seios da face servem para dar ressonância à voz, circular o ar inspirado e diminuir o peso do crânio, facilitando na sua sustentação. Os seios da face se comunicam com a cavidade nasal por pequenos orifícios chamados de óstios ou orifícios de drenagem. Estes óstios precisam estar livres, ou seja, permeáveis, para que o ar circule adequadamente. Quando se obstruem, a secreção fica estagnada, o que favorece a infecção. Em crianças os óstios são pequenos, finos e tendem mais a obstruir, facilitando o aparecimento de sinusites repetidas.

A membrana que forra a cavidade nasal, chamada de mucosa nasal se continua e também forra o interior dos seios da face, onde passa a se chamar mucosa sinusal. Por isso, quando a mucosa nasal se inflama na rinite alérgica, pode se propagar para a mucosa sinusal e ocasionar a sinusite.


Sintomas da sinusite:

Muita gente acha que sinusite provoca sempre dor de cabeça e isto não é verdade: a dor é mais comum apenas nos casos agudos e recentes. Nas sinusites crônicas o sintoma principal é a tosse, em geral seca, persistente, ocorrendo em acessos com piora à noite,
ou pela manhã, ao acordar.
A tosse surge como conseqüência de secreção que escorre do nariz em direção à faringe e que termina por irritar as vias respiratórias. A piora noturna se dá porque a posição deitada favorece este “gotejamento pós-nasal” e resulta na tosse.
Outros sintomas que podem ocorrer são:
- obstrução nasal,
- coriza (secreção) de aspecto catarral,
- sensação de pressão ou de peso na face,
- alteração de paladar e olfato,
- alteração da voz,
- halitose,
- mal estar.

Diagnóstico

O diagnóstico da sinusite é clínico, ou seja, baseada na avaliação e no exame físico feitos pelo médico. A mucosa das narinas mostra-se irritada, avermelhada, incluindo a região do septo nasal e os cornetos, que aumentam seu tamanho. Observa-se também a presença de secreção nasal e de secreção pós-nasal, em geral de aspecto purulento em orofaringe. A face pode estar dolorosa à palpação feita pelo médico.
Radiografia dos seios da face: é um exame simples e de baixo custo, útil na detecção da sinusite. Na criança, é possível avaliar os seios maxilares e as células etmoidais. Os seios frontais são serão visíveis após os 7 anos e os seios esfenoidais após os 9 anos de idade. Entretanto, a interpretação da radiografia deve ser feita de forma cuidadosa. Por exemplo, o laudo pode descrever um “espessamento mucoso de seios maxilares” e o paciente não ter sinusite, mas sim apenas sintomas da rinite e significar tão somente uma inflamação.
Tomografia dos seios da face: indicada para esclarecer dúvidas da radiografia simples. Auxilia também na avaliação dos óstios, de alterações anatômicas, para detectar pólipos nasais e/ou outros problemas que poderão agravar a rinossinusite alérgica.
Endoscopia nasal: exame feito pelo otorrino utilizando fibras ópticas rígidas ou flexíveis, normalmente com anestesia local, têm importante papel no diagnóstico das rinossinusites.
Ultra-sonografia: restrita a casos raros, como por exemplo gestantes, pela dificuldade em atravessar paredes ósseas, sendo mais nítida apenas para os seios maxilares e frontais.
Ressonância magnética: não é indicada no diagnóstico da rinossinusite alérgica.
Testes alérgicos: são realizados pelo médico alergista no antebraço do paciente com bateria padrão de antígenos inalantes. Tem resultado imediato e são úteis para confirmar a natureza alérgica do processo, para a orientação preventiva e para a escolha do tratamento.

Rinossinusite alérgica e asma

Cerca de 80% dos asmáticos têm rinite. A mucosa respiratória é contínua: se existe um processo inflamatório ao nível do nariz e seios paranasais, facilmente poderá envolver também as vias respiratórias inferiores. É comprovado também que o tratamento da rinossinusite melhora a asma e pode até mesmo prevenir o seu aparecimento. Da mesma forma, a melhora dos sintomas nasais também se reflete na asma, com redução de riscos, internações e atendimentos de urgência.

Tratamento

O tratamento da Rinossinusite é o mesmo da rinite alérgica, pois como já foi dito, são doenças consideradas em conjunto. Nos casos onde a infecção se associa, é necessário o uso de antibióticos, em geral por 14 dias. O uso prolongado é importante e necessário para que se consiga a resolução do quadro, evitando-se recidivas.
É necessário também o uso de anti-histamínico e corticosteróides,além de uma imunoterapia específica.
Procure seu Alergologista para orientação,prevenção das complicações,diagnóstico e tratamento.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Herpes Zoster ( " Cobreiro " )

O herpes zoster é uma doença viral causada pelo Varicella-zoster virus, o mesmo vírus causador da varicela (catapora).

Após a varicela, algumas pessoas não desenvolvem imunidade total ao vírus, que permanece latente em gânglios próximos à coluna vertebral. Quando encontra condições de se desenvolver, o vírus reativa-se e chega à pele através dos nervos correspondentes ao gânglio.

Acomete homens e mulheres, sendo mais frequente na idade adulta e nos idosos. O surgimento do herpes zoster pode ser um indicativo de uma baixa da imunidade.

O herpes zoster é uma doença auto-limitada, tendo um ciclo evolutivo de cerca de 15 dias. Antes do surgimento das lesões na pele, ocorrem no local sintomas dolorosos ou parestésicos (formigamento, pontadas, "pele sensível" ou queimação) devido à inflamação do nervo.

No decorrer da doença os sintomas dolorosos podem se agravar tornando-se muitas vezes insuportáveis, principalmente quando atinge pessoas mais idosas. A dor melhora gradativamente mas, nas pessoas idosas, pode permanecer por meses ou anos após o final do quadro cutâneo, caracterizando a neuralgia pós-herpética.

As manifestações cutâneas iniciam-se por vesículas que podem confluir formando bolhas contendo líquido transparente ou ligeiramente amarelado, seguindo o trajeto de um nervo. Em alguns dias, as lesões secam e formam crostas que serão liberadas gradativamente deixando discretas manchas no local que tendem a desaparecer. As manifestações limitam-se a um lado do corpo, por onde passa o nervo atingido, sendo muito raro o acometimento bilateral.


Os nervos atingidos com maior frequência são os intercostais (entre as costelas), provocando manifestações no tronco (foto abaixo), mas outros nervos podem ser afetados. Quando acomete os nervos cranianos, podem ocorrer sintomas referentes à eles, como úlceras da córnea, vertigem ou surdez.

Tratamento :

O tratamento deve ser iniciado assim que se iniciarem os sintomas, visando evitar o dano irreparável ao nervo atingido que resultará na neuralgia pós-herpética. As lesões da pele tem involução espontânea mas medidas para evitar a infecção secundária devem ser tomadas.
Os medicamentos utilizados no tratamento do herpes zoster tem evoluído muito, tornando-se mais eficazes, e devem ser indicados por um médico dermatologista de acordo com cada caso.

Testes Alérgicos

Os indivíduos alérgicos desenvolvem reações imunológicas voltadas contra determinadas substâncias. Qualquer substância que tem a capacidade de desencadear tal tipo de reação alérgica é chamada de alérgeno. Com o objetivo de determinar qual substância em especial está causando seus sintomas alérgicos, seu alergologista/imunologista poderá realizar exames seguros e eficazes, na pele ou em amostras de sangue, empregando pequeninas quantidades de extratos dos alérgenos mais comuns.

Os testes alérgicos são desenvolvidos para fornecer informações o mais específicas possível, de forma que seu médico assistente poderá saber a qual substância você é alérgico, empregando o tratamento mais adequado em cada caso.

Teste realizado para verificar a sensibilidade (alergia) a certas substâncias (inalantes). A aplicação do teste é indolor. São realizadas punturas na pele, na região do antebraço para permitir que as substâncias entrem em contato com o organismo, com pequenas lancetas, descartáveis.

Durante o teste, você pode sentir coceira no local, que pode também ficar avermelhado e levemente inchado. O teste dura aproximadamente 15 minutos.

Geralmente, esses exames são realizados em adultos e crianças de qualquer idade, que apresentem sintomas sugestivos de doença alérgica. Os sintomas de alergia são:
* Respiratórios: coceira nos olhos, nariz ou garganta; congestão nasal; coriza; lacrimejamento; chiera torácica;
* Cutâneos: urticária; coceira generalizada; dermatite atópica;
* Outros: anafilaxia (reação alérgica extremamente grave, podendo levar à morte); sintomas abdominais (diarréia, cólicas), principalmente após a ingestão de determinados alimentos; reações a picadas de insetos (além de inchaço e vermelhidão apenas no local).

No geral, os alérgenos inalados (como ácaros da poeira doméstica, polens de árvores, grama) levarão ao desenvolvimento de sintomas respiratórios. A ingestão de alimentos (alergia e/ou intolerância alimentar) levará ao surgimento de sintomas cutâneos e;ou gastrintestinais ou anafilaxia; no entanto, ambos os tipos de alérgenos (inalados e ingeridos) podem produzir todo o espectro de sintomas alérgicos. Na verdade, nem todos os pacientes precisam ser submetidos aos testes alérgicos; de forma geral, eles são realizados nos casos de mais difícil identificação do agente causador dos sintomas e/ou naqueles casos que não estão melhorando, apesar do uso de tratamento adequado.

A determinação do agente específico, causador de seus sintomas alérgicos, ajudará no manejo mais adequado de sua doença. Por exemplo, você não precisa se livrar de seu animal de estimação caso você seja alérgico aos ácaros da poeira doméstica, mas não de gatos.

Os testes alérgicos fornecem informações específicas quanto ao que você é e não é alérgico. Uma vez que os alérgenos específicos, responsáveis pelos seus sintomas, tenham sido identificados, você e seu médico poderão definir qual o melhor plano de tratamento de sua doença, objetivando controlar ou eliminar seus sintomas. Uma vez obtido o controle de seus sintomas alérgicos, você perceberá uma melhora significativa em sua qualidade de vida. Observa-se melhora do sono, com a redução da congestão nasal; diminuição dos espirros e da necessidade de se assoar o nariz; melhora da tolerância ao esforço; melhora do quadro alérgico cutâneo.

Uma vez estabelecido o diagnóstico de uma doença alérgica, sabe-se que um ou mais alérgenos são responsáveis pelo desencadeamento dos sintomas – coceira, inchaço, chieira, espirros, entre outros. Esses sintomas podem ser causados por pelo menos um dos alérgenos mais comuns:
* Produtos provenientes de ácaros da poeira doméstica (animais microscópicos);
* Proteínas derivadas de animais de estimação que tenham pêlos, que são encontradas em fragmentos de pele morta, saliva e urina. Notar que elas não são provenientes do pêlo;
* Mofos (fungos) presentes dentro ou fora de casa;
* Polens de árvores, grama;
* Excretas de baratas.

Reações alérgicas mais graves podem ser causadas por:
* Venenos derivados de picadas de abelhas, vespas, formigas ou outros insetos;
* Alimentos;
* Látex, como de luvas e balões;
* Medicamentos, como as penicilinas.
Todos esses alérgenos são, tipicamente, proteínas. Os testes alérgicos permitem identificar a qual (quais) proteína(s) seu organismo está reagindo.

Quais os tipos de testes alérgicos?

1. Técnica de Punctura

A técnica de punctura envolve a introdução de pequena quantidade de alérgeno na pele, fazendo-se um pequeno furo na pele através de uma gota de extrato de alérgeno. Se você tiver alguma alergia, os alérgenos aos quais o seu sistema imune reagir levarão a uma reação em cadeia, em seu organismo.
Os indivíduos alérgicos apresentam produção aumentada de um anticorpo chamado IgE. Esse anticorpo tem a função de ativar um tipo especial de células do sistema imunológico, chamadas de mastócitos. Esses mastócitos liberam substâncias químicas denominadas mediadores, entre os quais a histamina, que levam à vermelhidão e inchaço locais. No teste, o inchaço ocorre apenas nas regiões onde pequenas quantidades de alérgeno, ao qual a pessoa é alérgica, foram introduzidas. Assim, se você for alérgico a pólen, mas não a gatos, o local onde o extrato de pólen foi injetado apresentará inchaço e coceira, formando uma pequena pápula. O local onde o extrato de alérgeno de gato foi injetado continuará normal. Esse tipo de reação ocorre rapidamente após a injeção do alérgeno, e os resultados do teste ficam prontos em até 15 minutos. Dessa forma, você não precisa esperar muito tempo para saber quais alérgenos são responsáveis pelo desencadeamento de seus sintomas.
Após o teste, os sinais locais de inchaço e vermelhidão desaparecem em torno de 30 minutos, não desencadeando outros sintomas alérgicos.

2. Teste Intradérmico

Nessa técnica, o médico injeta uma pequena quantidade de extrato de alérgeno debaixo da pele, com o auxílio de uma seringa. Esse teste é mais sensível que o teste de punctura. Está indicado nos casos em que o teste de punctura for negativo.

Outros Testes Alérgicos :

- Teste do Arranhão: atualmente não é mais utilizado. Consiste na realização de uma fricção na pele, causando um arranhão, procedendo-se à aplicação de algumas gotas de extrato de alérgeno no local dessa lesão.
- Teste de Provocação: envolve a introdução de pequena quantidade do alérgeno, por via oral, inalatória ou outra. Com exceção da suspeita de alergia alimentar e de medicamentos, esses testes são raramente realizados. Quando indicados, devem ser realizados sob vigilância cuidadosa do médico.
- Exame de sangue (RAST): pode ser que seu médico solicite que você faça um exame de sangue, chamado de RAST. Como ele envolve a obtenção de amostra de sangue, seu custo é mais alto, e os resultados demoram mais tempo para ficarem prontos. Geralmente, são usados apenas nos casos em que os testes cutâneos não puderem ser feitos, como em pacientes em uso de certos medicamentos, ou em portadores de doenças de pele que podem interferir na interpretação dos testes cutâneos.